Lula e o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, realizaram uma declaração à imprensa nesta quarta-feira (9), após reunião bilateral no Palácio do Planalto. Apesar da recente morte da brasileira Juliana Marins no país asiático, o tema não foi citado pelos chefes de Estado. O encontro concentrou-se em ampliar relações comerciais e debater temas da política internacional.
Negócios e política internacional dominam agenda
A reunião entre Lula e Prabowo Subianto durou cerca de duas horas. Nos pronunciamentos, ambos enfatizaram a importância de fortalecer os laços comerciais entre Brasil e Indonésia. O Brasil busca, por exemplo, facilitar a exportação de carne bovina para o país asiático. “A Indonésia já é o quinto maior destino dos produtos do agronegócio brasileiro. Queremos facilitar comércio de carne bovina brasileiro que pode contribuir para segurança alimentar do povo indonésio”, afirmou Lula, que cogita visitar a Indonésia em outubro.
Em 2024, o comércio bilateral chegou a US$ 6,34 bilhões. A Indonésia figura como o 16º destino das exportações brasileiras e o quinto maior para produtos do agronegócio.
Os presidentes também abordaram temas globais, como a guerra na Ucrânia e o conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Ambos defenderam o diálogo como solução para a guerra entre Ucrânia e Rússia. Lula criticou as ações de Israel em Gaza e defendeu o reconhecimento do Estado Palestino e sua entrada plena na ONU.
Silêncio sobre o caso Juliana Marins
Apesar da repercussão da morte de Juliana Marins, de 26 anos, durante uma trilha no Monte Rinjani, o assunto não foi tratado nem mencionado na declaração à imprensa, nem na reunião bilateral, segundo apuração do g1. O corpo da brasileira foi encontrado quatro dias após o acidente, e ela foi sepultada em Niterói 13 dias depois. Familiares de Juliana criticam a demora no resgate e planejam levar o caso a tribunais internacionais.
Cooperação ambiental e energética
Lula e Subianto também destacaram a necessidade de ampliar recursos para preservação do meio ambiente e incentivo à produção de energia renovável, reforçando a sintonia entre os países nesses temas.