A morte da turista brasileira Juliana Marins, após queda durante trilha no Monte Rinjani, mobilizou autoridades e imprensa na Indonésia. O caso, ocorrido no sábado (21/06), levou o governo local a anunciar revisão das medidas de segurança no parque nacional, conhecido por atrair aventureiros do mundo todo.
O ministro das Florestas, Raja Juli Antoni, afirmou que lições serão tiradas do incidente e prometeu melhorias nas instalações e na educação de turistas e gestores. A operação de resgate, considerada uma das mais desafiadoras já realizadas na região, envolveu recursos significativos.
Operação de resgate e desafios enfrentados
Segundo o portal Liputan6, o ministro Raja Juli Antoni destacou a necessidade de reavaliar a segurança no Monte Rinjani e reforçar o cumprimento das regras. “Não queremos culpar as vítimas ou a gerência. O que está claro é que melhoraremos as instalações de segurança e proteção lá e talvez seja necessário educar mais a gerência e os visitantes sobre as regras aplicáveis”, afirmou.
Dados oficiais apontam que, nos últimos cinco anos, 180 acidentes e 8 mortes foram registrados nas trilhas do parque nacional, cuja área equivale a 41 mil campos de futebol. O processo de resgate de Juliana Marins, iniciado após sua queda de aproximadamente 300 metros, mobilizou cerca de 50 socorristas, drones térmicos e três helicópteros, segundo o site Tempo.
O resgate enfrentou obstáculos como mau tempo, neblina densa, terreno íngreme e arenoso, além de oxigênio rarefeito. A profundidade da ravina superava a extensão das cordas de salvamento disponíveis, dificultando ainda mais a operação. Juliana permaneceu no local sem água, comida ou roupas adequadas para o frio, até ser encontrada após quatro dias de buscas.
O Itamaraty informou que, desde o acionamento pela família, a embaixada do Brasil em Jacarta mobilizou autoridades locais e equipes de resgate para a região remota do acidente.
Repercussão e debate nas redes sociais
A morte de Juliana Marins gerou forte reação nas mídias sociais brasileiras, com internautas direcionando críticas ao presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, cuja visita ao Brasil está marcada para as próximas semanas. Muitos usuários atribuíram a tragédia a suposta negligência do governo indonésio na gestão de destinos turísticos de risco, enquanto outros defenderam que acidentes podem ocorrer em qualquer lugar.
Hashtags como #JusticeForJuliana e #PrayForJuliana ganharam destaque no Twitter e Instagram, com pedidos de investigação internacional e críticas ao sistema de turismo local. O site oficial do parque reconhece os riscos elevados, mesmo em excursões com guias certificados, e alerta que os padrões de certificação e treinamento não são tão rigorosos quanto em outros países. “Acidentes graves, incluindo fatalidades, ocorrem em trilhas no Rinjani conduzidas por esses guias credenciados”, adverte o texto do parque.