Juliana Marins, publicitária de 26 anos de Niterói, caiu durante uma trilha ao vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia, e aguarda resgate há mais de 14 horas. A Embaixada do Brasil em Jacarta pressiona para que o resgate seja iniciado assim que as equipes cheguem ao local, mesmo durante a noite, devido ao estado debilitado da jovem e às condições adversas do terreno.
Detalhes do acidente e dificuldades no resgate
A queda de Juliana ocorreu na madrugada de sábado (21), horário local, equivalente ao início da noite de sexta (20) no Brasil. Ela participava de uma trilha organizada por uma empresa de viagens da Indonésia quando sofreu o acidente em uma área considerada rural e remota, a pelo menos quatro horas do centro urbano mais próximo.
Segundo informações da família, a equipe de resgate era aguardada por volta das 9h, horário de Brasília, mas a chegada foi adiada devido às dificuldades de acesso. A irmã de Juliana recebeu a informação de que o deslocamento levaria mais duas horas. O representante consular esclareceu que a previsão inicial era da agência de turismo, mas foi corrigida pelas autoridades locais.
O representante da embaixada relatou ao g1 que uma forte neblina e o anoitecer dificultaram a visualização de Juliana, que não é vista há pelo menos quatro horas. “O lugar fica a pelo menos cerca de 4 horas do centro urbano mais próximo, é uma área bem remota. Antes de escurecer, havia neblina, então tem 4 horas que não há contato visual de onde ela está”, afirmou.
As autoridades locais chegaram a informar que o resgate só seria retomado pela manhã devido à baixa visibilidade, mas a embaixada insiste para que a operação comece assim que as equipes especializadas chegarem.
Estado de saúde e comunicação com a família
Relatos do grupo que acompanha Juliana indicam que ela está muito debilitada e incapaz de se mover. Por volta das 4h (horário de Brasília), parte da equipe de resgate chegou ao local, mas o responsável por descer até Juliana ainda não havia aparecido. “Eu pedi para o grupo continuar falando com ela para manter ela acordada”, contou Mariana, irmã da vítima. Segundo ela, a última comunicação foi um pedido de ajuda em voz trêmula.
Desde as 2h (Brasília), uma nuvem densa cobre o local, dificultando ainda mais a localização de Juliana. Turistas que passavam pela trilha conseguiram avisar a família por meio das redes sociais.
Atuação da embaixada e repercussão
A família acionou a embaixada brasileira em Jacarta, que está intermediando o contato com a empresa responsável pelo passeio e pressionando as autoridades locais para que o resgate não seja adiado até o amanhecer. “O que a gente pede às autoridades locais é que o resgate seja feito mesmo de noite. Essa é a informação mais atualizada”, reforçou o representante consular.