O governo federal liberou mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares nesta quarta-feira (25), segundo o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop).
Apesar do valor recorde, o Executivo enfrentou uma noite de derrotas no Congresso, que derrubou decretos do Palácio do Planalto para aumentar o IOF.
Parlamentares apontam insatisfação com o ritmo de liberação das emendas como fator para o revés sofrido pelo governo Lula.
Liberação de emendas não evita reveses
De acordo com o Siop, o Executivo reservou mais de R$ 1 bilhão para o pagamento de emendas parlamentares apenas nesta quarta-feira (25), o maior salto no montante destinado a essas indicações em 2025. No total, já foram empenhados mais de R$ 1,924 bilhão, embora o valor efetivamente pago seja menor, cerca de R$ 465 milhões.
Os recursos foram liberados em meio ao avanço da Câmara e do Senado contra medidas econômicas do Palácio do Planalto. Mesmo com a aceleração dos repasses, o governo não conseguiu evitar derrotas importantes na noite de quarta-feira.
Votações e insatisfação parlamentar
O Congresso aprovou a derrubada de três decretos que aumentariam o IOF. Na Câmara, a derrota foi expressiva: 383 votos a favor da derrubada e apenas 98 contrários, com 242 votos vindos de partidos que ocupam ministérios. No Senado, a aprovação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.
Parlamentares, tanto senadores quanto deputados, têm criticado o atraso na liberação das emendas em 2025, apontando essa insatisfação como um dos principais motivos para o revés do governo.
Montante de emendas e justificativas do governo
Para este ano, o Congresso aprovou mais de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, sendo a maior parte composta por emendas individuais, que somam R$ 24,7 bilhões. Esses recursos são direcionados por deputados e senadores para suas bases eleitorais.
Diante das críticas, o governo argumenta que mudanças no rito de liberação e pagamento das emendas foram necessárias para atender decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A Secretaria de Relações Institucionais também aponta que o atraso na aprovação do Orçamento de 2025 contribuiu para a demora na execução dos pagamentos.