Política

Brasil comemora cessar-fogo EUA-Irã e pede extensão da trégua ao Líbano

Itamaraty cobra fim de ações 'retóricas' e denuncia crise humanitária no país vizinho de Israel
Lula comemora cessar-fogo EUA Irã Líbano com contexto estratégico do Estreito de Ormuz

O governo brasileiro celebrou nesta quarta-feira (8) o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mas foi além do aplauso diplomático: o Itamaraty cobrou das partes que evitem ações militares ou retóricas e pediu que a trégua se estenda ao Líbano, mergulhado em grave crise humanitária após meses de bombardeios israelenses.

O acordo, anunciado na terça (7), prevê uma pausa de duas semanas em torno do Estreito de Ormuz — corredor estratégico pelo qual passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Na nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil se somou à onda internacional de reações positivas ao entendimento entre Washington e Teerã, mas condicionou o otimismo à contenção de novos provocações. Na véspera, o Irã havia confirmado o cessar-fogo com os EUA e a reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas — anúncio que o Brasil agora comemora, mas condiciona ao fim das ações ‘retóricas’ e à extensão da trégua ao Líbano.

O comunicado brasileiro também voltou as atenções para o Líbano, que não integra o acordo firmado entre americanos e iranianos. Segundo o governo, a cessação de hostilidades deve alcançar o país, assolado por centenas de mortes — incluindo civis — e por deslocamento forçado de parcela significativa da população.

Irã ameaça romper trégua

Horas após a nota brasileira, o cenário se complicou: o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta e ameaçou romper o cessar-fogo caso Israel não interrompa os ataques ao Líbano. As Forças Armadas iranianas afirmaram, por meio das agências estatais Tasnim e PressTV, que já identificam alvos para responder às ações desta quarta-feira.

Teerã prometeu ainda punir Israel pelos ataques ao Hezbollah, classificados como violação da trégua. O posicionamento aumenta a pressão sobre um acordo que, antes mesmo de completar 24 horas, já enfrenta seu primeiro teste de resistência.

Líbano no centro da crise regional

O conflito no Líbano foi retomado no início de março, quando o Hezbollah — grupo apoiado por Teerã — lançou ataques aéreos contra Israel em retaliação a bombardeios israelenses em alvos no território iraniano. A escalada empurrou o Líbano para uma crise sem precedentes recentes.

Israel alega que suas operações têm como alvo exclusivo o Hezbollah, mas os efeitos sobre a população civil têm sido devastadores. A ofensiva israelense forçou fuga em massa de Beirute e deixou mais de 100 mortos em poucos dias logo no início de março — crise humanitária que o Brasil agora denuncia formalmente no plano diplomático.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, as forças israelenses invadiram o sul do Líbano e assumiram controle militar de toda a região até o rio Litani. Ataques aéreos também atingiram Beirute e o Vale do Beqaa, no leste do país. O governo libanês contabiliza mais de 1.500 mortos e 4.800 feridos desde então.

A posição do governo israelense segue sendo de resistência à inclusão do Líbano em qualquer acordo de cessar-fogo, o que mantém a pressão diplomática sobre Brasília, que defende solução abrangente para a região.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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