Política

Irã confirma cessar-fogo com EUA e reabre Estreito de Ormuz por duas semanas

Mediação paquistanesa viabilizou trégua; negociações definitivas devem começar na sexta-feira, no Paquistão
Composição editorial do acordo Irã-EUA que reabre o Estreito de Ormuz com trégua confirmada

O Irã confirmou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. A trégua foi selada horas antes do prazo dado por Trump — e evitou novos ataques americanos ao país.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã suspenderá ações defensivas desde que os ataques ao país sejam interrompidos. Negociações diretas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.

Acordo e mediação paquistanesa

Segundo Araghchi, o entendimento foi alcançado após conversas com o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, que atuaram como intermediários entre Washington e Teerã. O prazo vencido nesta terça era desdobramento de um ultimato lançado por Trump em março, quando o presidente ameaçou obliterar usinas de energia iranianas caso o Irã não reabrisse a rota marítima.

Trump publicou comunicado no Truth Social afirmando que adiou os ataques ao Irã a pedido das autoridades paquistanesas, condicionado à abertura completa e imediata do Estreito. “Este será um cessar-fogo de dois lados”, declarou. O presidente norte-americano disse que todos os objetivos militares dos EUA já foram “cumpridos e superados” e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão “muito avançadas”.

Plano de paz de 10 pontos

Trump afirmou ter recebido do Irã uma proposta com 10 pontos, considerada “base viável para negociação”. O ministro iraniano confirmou que os EUA apresentaram uma contraproposta de 15 pontos e aceitaram os 10 pontos de Teerã como fundamento para o diálogo.

Na véspera do acordo, o Irã ainda rejeitava qualquer reabertura imediata do Estreito de Ormuz — uma posição que mudou radicalmente em menos de 24 horas.

Araghchi garantiu que a passagem pelo Estreito será segura durante a trégua “mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas”. Segundo ele, Teerã aceitou o entendimento porque os ataques ao país seriam interrompidos em contrapartida.

Bombardeios antes da trégua

Horas antes do prazo expirar, ataques sacudiram o Oriente Médio. Os EUA bombardearam a ilha de Kharg — que concentra cerca de 90% da produção petrolífera iraniana —, mas pouparam as áreas de extração. Israel, por sua vez, declarou ter realizado “amplos ataques” no Irã, atingindo pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios, incluindo uma ponte em Qom e uma petroquímica.

O Irã reagiu convocando a população a formar escudos humanos ao redor de usinas de energia e declarando que a fase de “boa vizinhança” com os países do Golfo havia chegado ao fim. Ataques foram lançados contra Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.

Apenas duas semanas atrás, a Guarda Revolucionária ameaçava fechar completamente o Estreito de Ormuz em resposta a qualquer ataque americano a instalações energéticas — ameaça que agora dá lugar a uma trégua negociada.

Reação interna no Irã

A TV estatal iraniana classificou o desfecho como um “recuo humilhante de Trump” e afirmou que os EUA aceitaram os termos de Teerã para encerrar o conflito. O impasse havia gerado alertas internacionais sobre possíveis crimes de guerra e risco de escalada com impactos globais no fornecimento de petróleo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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