Política

Câmara torna obrigatória a tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em risco

Projeto segue ao Senado e prevê alerta automático para vítimas; descumprimento pode aumentar pena em até metade

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um projeto que torna obrigatória a solicitação de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em casos de risco. O texto segue para o Senado.

A proposta, dos deputados Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), obriga a autoridade policial a acionar a medida de monitoração com base no Protocolo Nacional de Avaliação de Risco — sem aguardar decisão judicial.

O magistrado é notificado em até 24 horas e tem o mesmo prazo para manter ou revogar a cautelar, devendo justificar caso negue o pedido.

Como funciona o monitoramento

Pelo texto aprovado, o dispositivo de monitoração eletrônica deverá emitir alerta automático e simultâneo à vítima e à unidade policial mais próxima sempre que o agressor romper o perímetro de exclusão fixado pelo juiz.

A vítima poderá acompanhar, por meio de um dispositivo de segurança próprio, qualquer aproximação do agressor — transformando a tecnologia em uma camada adicional de proteção em tempo real.

Segundo os autores, a vigilância constante desestimula comportamentos agressivos e reduz significativamente o risco de reincidência.

Penas maiores para quem descumprir

O projeto também endurece as punições: prevê aumento de pena de um terço até a metade quando o descumprimento decorrer da violação das áreas de exclusão monitoradas ou da adulteração do dispositivo sem autorização judicial.

A proposta chega ao Senado num contexto de falhas estruturais nas medidas protetivas tradicionais: segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada cinco mulheres assassinadas em São Paulo tinha ordem de proteção ativa — e o estado contava com apenas 1.250 tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores.

Próximos passos e impacto legislativo

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para análise do Senado. Se aprovado sem alterações, vai à sanção presidencial; caso os senadores modifiquem o texto, a matéria retorna à Câmara.

A proposta representa uma inversão de lógica no enfrentamento da violência doméstica: em vez de aguardar a tramitação judicial para aplicar a cautelar, o modelo aprovado age de forma preventiva — colocando a segurança da vítima como responsabilidade imediata da polícia, e não do Judiciário.

O mecanismo se alinha a experiências internacionais em que a monitoração eletrônica ativa reduziu índices de reincidência em crimes de gênero, ao criar uma barreira tecnológica entre agressor e vítima antes de qualquer novo episódio de violência.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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