O Brasil alcançou 122.102 pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica ao final de 2024, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
O número, que cresce a cada semestre desde 2016, revela que quase 88% dos monitorados são homens, enquanto 14.709 mulheres utilizam o equipamento.
O levantamento também detalha o perfil dos monitorados e apresenta os estados com maior e menor uso do dispositivo.
Perfil dos monitorados e evolução do uso
De acordo com dados referentes ao segundo semestre de 2024, o perfil dos monitorados por tornozeleira eletrônica é composto por diferentes categorias: presos provisórios (29.553), presos sentenciados em regime fechado (4.239), regime semiaberto (65.673) e regime aberto (22.111). Também há pessoas sob medida de segurança, seja internação (208) ou tratamento ambulatorial (318).
O monitoramento eletrônico no Brasil tem apresentado aumento expressivo desde o início da série histórica nacional, em 2016. Naquele ano, eram 6.027 pessoas monitoradas; em 2024, esse número saltou para 122.102, representando um crescimento de 95,06% em oito anos.
Os dados de janeiro a junho de 2024 ainda serão divulgados em agosto, mantendo a periodicidade semestral do levantamento.
Distribuição por estados e destaques regionais
O levantamento semestral da Senappen também detalha o uso de tornozeleiras eletrônicas por estado. Os três estados com maior número de monitorados são Paraná (17.996), Rio Grande do Sul (10.582) e Mato Grosso do Sul (10.144). Em contrapartida, os menores índices estão em Roraima (120), Amapá (697) e São Paulo (731).
Outros estados
Os números por unidade federativa são: Acre (2.719), Alagoas (1.670), Amazonas (1.730), Bahia (2.407), Ceará (10.128), Distrito Federal (1.354), Espírito Santo (848), Goiás (10.190), Maranhão (1.203), Minas Gerais (7.895), Mato Grosso (5.813), Pará (5.568), Paraíba (3.179), Pernambuco (5.703), Piauí (1.172), Rio de Janeiro (8.374), Rio Grande do Norte (2.661), Rondônia (3.214), Santa Catarina (3.460), Sergipe (1.327) e Tocantins (1.217).
O crescimento contínuo do uso de tornozeleiras eletrônicas reflete mudanças nas políticas penais e alternativas à prisão em diferentes regiões do país.