Política

Senado torna obrigatória tornozeleira eletrônica para agressores em casos de risco

Juiz terá 24 horas para decidir sobre a medida; vítima receberá alerta automático no celular
Plenário vazio do Senado Federal com câmeras de segurança e cadeiras azuis em semicírculo, simbolizando a nueva lei de monitoramento eletrônico para agressores

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (18) um projeto que torna obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em situações de risco — mudança significativa num país onde o dispositivo era, até então, apenas facultativo.

Com aprovação já conquistada na Câmara dos Deputados, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta obriga a polícia a solicitar a cautelar em casos classificados como de risco pelo Protocolo Nacional de Avaliação de Risco. O juiz terá 24 horas para decidir pela manutenção ou revogação — e, caso negue, precisará justificar a decisão por escrito.

Como o monitoramento vai funcionar

Pelo projeto, a vítima terá acesso à localização do agressor em tempo real por meio de um aplicativo no celular ou relógio inteligente. Sempre que o condenado romper o perímetro de exclusão fixado judicialmente — como as proximidades da casa ou do trabalho da mulher —, um alerta automático e simultâneo será enviado a ela e à unidade policial mais próxima.

A lógica é dar à mulher tempo hábil de reação e, assim, evitar o feminicídio. A polícia poderá agir de forma preventiva antes que a violência se concretize.

Do facultativo ao obrigatório

Hoje, a tornozeleira eletrônica é apenas uma das possibilidades de medida protetiva no Brasil — não uma exigência. Alguns estados já adotam o dispositivo na prática, mas sem uniformidade nacional. A proposta busca corrigir essa lacuna, tornando o monitoramento eletrônico padrão em todo o território.

O texto, de autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), exige que a autoridade policial solicite a medida sempre que houver indicativo de risco conforme o protocolo federal. Se o juiz recusar, a negativa precisa ser fundamentada por escrito.

Penas maiores para quem burlar o dispositivo

O projeto prevê aumento de pena de um terço até a metade quando o agressor violar zonas de exclusão monitoradas eletronicamente ou remover, alterar ou danificar o dispositivo sem autorização judicial.

Segundo os autores, a medida parte do princípio de que “a presença de uma vigilância constante desestimula comportamentos agressivos e reduz significativamente o risco de reincidência”.

A tornozeleira obrigatória faz parte de uma ofensiva legislativa mais ampla contra a violência de gênero: na mesma semana, a Câmara também aprovou o uso de spray de pimenta por mulheres a partir dos 16 anos como instrumento de defesa pessoal.

O projeto se soma ainda a uma medida aprovada pelo Senado dias antes: um sistema de inteligência artificial integrado às tornozeleiras que emite alertas automáticos à vítima quando o agressor viola o perímetro de exclusão.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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