Política

Dino quer parlamentares responsáveis por emendas e dá prazo de 10 dias

STF cobra matriz que identifique responsáveis por cada etapa do dinheiro das emendas
Flávio Dino do STF exige responsabilidade de parlamentares por emendas no Congresso Nacional

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (29) que o governo federal e as cúpulas da Câmara e do Senado apresentem, em até 10 dias, uma proposta de matriz de responsabilidades para o controle das emendas parlamentares.

A decisão foi tomada no julgamento da ADI 7995, que questiona no STF a constitucionalidade do atual regime das emendas impositivas no orçamento da União.

O que o STF pede na matriz de responsabilidades

Segundo a decisão, a proposta apresentada por governo e Congresso precisa identificar todos os agentes envolvidos no ciclo da despesa das emendas parlamentares e definir a responsabilidade de cada etapa — da indicação do recurso até a execução final da obra ou serviço. O texto deixa claro que o parlamentar que autoriza a indicação da emenda também deve responder por seu destino.

Dino argumenta que o congressista, ao escolher o beneficiário do recurso, age como um “ordenador de despesas anômalo”: existe um nexo causal direto, já que, sem a indicação do parlamentar, a programação orçamentária simplesmente não se concretiza.

Crítica à fuga de responsabilidade

O ministro classificou como contraditório que quem fiscaliza o orçamento fique imune ao controle ao decidir sobre a alocação de bilhões de reais. Ele criticou parlamentares que, em investigações, alegam não ter relação com a má aplicação de verbas que eles próprios destinaram.

Em um trecho da decisão, Dino foi direto: “indicar uma ‘emenda PIX’ não é o mesmo que ‘passar um PIX’ para uma pessoa da família ou um comércio da esquina”. A frase reforça que o uso de recursos públicos deve seguir o devido processo constitucional orçamentário.

Repercussão e próximos passos no STF

A decisão se apoia em auditorias da CGU e do TCU que apontaram problemas estruturais graves na execução das emendas. Diante da relevância do tema, Dino adotou rito de urgência para que o caso seja julgado em definitivo pelo plenário do STF, em conjunto com as ADIs 7688, 7695 e 7697, que também questionam o sistema de emendas impositivas.

Após o prazo de 10 dias dado a governo e Congresso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão mais 5 dias cada uma para se manifestar sobre a proposta.

A exigência dá sequência a uma série de cobranças de Dino sobre o tema. Antes, ele já havia dado 30 dias para as comissões de Saúde da Câmara e do Senado explicarem como rastreiam o dinheiro das emendas. A Câmara, por sua vez, já havia respondido ao STF que as indicações de emendas de comissão são transparentes, argumento que a nova matriz de responsabilidades deve colocar à prova.

Dias antes, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto negou ao STF ter qualquer poder sobre emendas, mesmo após ter admitido o contrário em entrevista — episódio que ilustra exatamente a fuga de responsabilidade que a nova exigência de Dino busca coibir.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Anvisa libera venda de medicamentos por farmácias na Shopee

Dino aciona PF para apurar fraude de R$ 55,4 milhões em emendas PIX

Governo fecha parceria para levar modelo do CNU a estados e municípios

Anvisa alerta sobre uso indevido de testosterona em mulheres