Política

Governo vai restringir propaganda de bets durante a Copa a partir de domingo

Ministério da Fazenda prepara medida provisória para limitar anúncios de casas de aposta na fase eliminatória
Restrição à propaganda de bets Copa do Mundo: governo em ação regulatória durante competição

O Ministério da Fazenda vai impor restrições à publicidade de casas de aposta durante a Copa do Mundo de 2026. O ministro Dario Durigan fez o anúncio nesta quinta-feira (26) em Pequim, onde cumpre agenda oficial na China.

As regras entram em vigor já na segunda fase do torneio, que começa no domingo (28), e devem ser publicadas em formato de medida provisória (MP) da Presidência da República.

Durigan não detalhou o conteúdo das restrições. A pasta ainda define se a norma sairá como portaria ministerial ou como MP presidencial.

Anúncio feito em Pequim durante agenda diplomática

A declaração foi feita em conversa com jornalistas na capital chinesa, onde Durigan cumpre compromissos voltados a aprofundar a cooperação bilateral com a China em áreas estratégicas. Apesar do anúncio, o ministro não apresentou detalhes sobre o alcance ou o conteúdo das novas regras publicitárias.

As informações foram obtidas pela GloboNews junto ao Ministério da Fazenda. A pasta confirmou que já trabalha no texto regulatório, mas ainda avalia a forma jurídica mais adequada para publicação — portaria ministerial ou MP presidencial.

A antecipação do calendário, com vigência prevista já a partir das oitavas de final, sinaliza urgência política em agir antes que as transmissões da Copa atinjam seu pico de audiência. A segunda fase concentra os jogos de maior apelo popular do torneio.

Na semana passada, Lula assinou medida que autoriza o bloqueio administrativo de recursos de bets ilegais, com os valores destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública — contexto que o próprio Durigan retomou ao anunciar as restrições publicitárias para a Copa.

Operação criminal acelerou o ritmo das medidas

O anúncio ocorre um dia após uma operação federal contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de plataformas de apostas ilegais. O caso escancarou a escala dos riscos no mercado não regulado e pressionou o governo a antecipar respostas antes mesmo do encerramento do torneio.

Para dimensionar o desafio: o Ministério da Justiça revelou que pelo menos 25 milhões de brasileiros ainda apostam em plataformas não autorizadas — dado que reforça a urgência de conter a propaganda dessas casas em eventos de audiência massiva, conforme destacou o próprio ministro da Justiça ao detalhar o alcance do problema.

A ofensiva regulatória vai além da publicidade. No mesmo pacote de ações anunciado na semana passada, o governo passou a responsabilizar tributariamente influenciadores digitais que promovem plataformas de apostas ilegais, sinalizando que a pressão alcança também quem amplifica essas casas nas redes sociais.

Juntas, as medidas configuram a resposta mais abrangente do governo federal ao mercado de bets desde a regulamentação do setor — e a Copa do Mundo surge como prazo político para acelerar sua implementação.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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