Política

Alcolumbre vai ao plenário negar propina de US$ 30 mi de Vorcaro

Presidente do Senado repudiou acusações da Veja e questionou quem tenta 'intimidar o chefe do Legislativo'
Alcolumbre nega propina de Vorcaro em discurso no plenário do Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), subiu ao plenário nesta terça-feira (16) para negar que recebeu US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

As acusações vieram à tona em reportagem da Revista Veja publicada na sexta-feira passada (12), que afirma que Vorcaro teria informado às autoridades, em negociações de delação premiada, que transferiu o valor para uma conta no exterior destinada ao senador.

Alcolumbre classificou as alegações como falsas e prometeu provar a falsidade da narrativa.

Em discurso no plenário, Alcolumbre foi enfático: “Jamais recebi aqueles valores ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja.” O senador anunciou que provará a falsidade do que foi divulgado e lançou questionamentos sobre quem se beneficia com as acusações.

Segundo a Veja, o suposto repasse seria contrapartida pelas atuações de Alcolumbre em favor do Master. O senador bloqueou sistematicamente investigações parlamentares do banco no Congresso, episódio que passou a ser invocado como pano de fundo das suspeitas sobre sua relação com a instituição.

Vorcaro está preso em Brasília e tenta fechar um acordo de colaboração com as autoridades. A Polícia Federal rejeitou duas propostas do ex-banqueiro antes de a reportagem da Veja vir a público — a segunda recusa ocorreu dias antes da publicação. A PGR também recusou ao menos uma das tentativas de negociação.

Quem se beneficia?

Ao encerrar o pronunciamento, Alcolumbre transformou a defesa em ofensiva política: “A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo?” A frase sinaliza que o senador pretende questionar as motivações por trás da divulgação das alegações.

O episódio coloca o presidente do Senado na posição mais delicada de seu mandato. Alcolumbre, que controla a pauta legislativa da Casa, é figura central nas articulações em torno do Caso Master — escândalo que expôs irregularidades no banco liderado por Vorcaro e que ainda aguarda desfecho judicial.

A estratégia de incluir nomes do alto escalão político em alegações de delação é recorrente em acordos de colaboração, mas as afirmações só adquirem peso jurídico se formalizadas em acordo homologado pela Justiça. Até o momento, nenhum acordo de Vorcaro foi fechado, o que mantém as declarações no campo das tratativas, sem validade probatória formal.

A publicação gerou repercussão imediata nos bastidores do Congresso. Aliados de Alcolumbre reforçaram apoio ao presidente do Senado, enquanto adversários exigiram esclarecimentos. O momento da divulgação — poucos dias após a segunda rejeição da PF à proposta de Vorcaro — levanta questões sobre a cadeia de decisões que trouxe as alegações à imprensa.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PF mira Jaques Wagner por apartamento de R$ 2,4 mi em nova fase de operação

Elite do consumo global gera até US$ 5,7 trilhões em danos ambientais por ano

PF aponta que empresário ofereceu aeronave a Wagner para viagem à Ilha da Paixão

Alcolumbre defende Wagner após PF bater à porta do líder do governo