Política

PF deflagra 10ª fase da Compliance Zero contra esquema de ataque ao Banco Central

Thiago Miranda, ligado a Daniel Vorcaro, é suspeito de pagar até R$ 2 mi a influenciadores para manipular a opinião pública
Operação compliance zero: instituições federais investigam esquema de ataque ao banco central

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero e cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Brasília contra o publicitário Thiago Miranda, apontado como articulador central de um esquema para atacar a credibilidade do Banco Central.

Miranda é descrito nas investigações como o responsável por recrutar influenciadores digitais e jornalistas mediante pagamentos de até R$ 2 milhões e contratos com cláusulas de confidencialidade, com o objetivo de manipular a opinião pública e descredibilizar órgãos públicos.

Intimidação com dados sigilosos

As apurações revelam que o esquema ia além da propaganda digital. O grupo investigado teria utilizado informações obtidas de forma ilícita — incluindo quebra de sigilo e acesso a dados financeiros, cadastrais e de familiares de jornalistas e concorrentes — para coagir aqueles que resistiam aos interesses do esquema.

A operação desta quinta-feira foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão determinou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, bens de alto valor e dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil.

Os investigadores também apuram se o grupo adotou medidas para interferir em investigações criminais em andamento — ponto que pode ampliar o leque de crimes imputados aos suspeitos.

A 10ª fase é mais um capítulo de uma investigação que avança em ritmo acelerado: há menos de três semanas, a PF deflagrou a 9ª fase da Compliance Zero com 18 mandados cumpridos simultaneamente em três estados.

Conexão com Vorcaro e histórico da operação

Thiago Miranda é apontado nas investigações como ligado a Daniel Vorcaro, figura central da Operação Compliance Zero desde seus primeiros capítulos. O publicitário teria operado como articulador externo do esquema, mantendo contratos de confidencialidade com influenciadores e jornalistas contratados para disseminar conteúdo contra órgãos públicos.

O uso de estruturas de intimidação para obter dados sigilosos não é novidade na Compliance Zero. O STF já manteve a prisão de Henrique Vorcaro por suspeita de ter acionado grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos” para coagir alvos e invadir sistemas — episódio analisado no julgamento da Segunda Turma do STF sobre as prisões de pai e primo de Vorcaro.

A PF informou que os fatos investigados nesta fase podem configurar crimes em tese, sem detalhar publicamente quais ilícitos específicos estão sendo apurados neste momento.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PF apura intimidação de jornalistas em esquema de desinformação do Banco Master

Thiago Miranda recrutava influenciadores com ameaças e pagamentos do Banco Master, aponta PF

PF aponta Thiago Miranda como articulador de esquema de desinformação contra o BC

PF deflagra 10ª fase da Compliance Zero contra esquema de ataque ao Banco Central