Política

PF deflagra 9ª fase da Compliance Zero com foco em agente público

STF autorizou 18 mandados cumpridos no DF, São Paulo e Bahia em investigação bilionária do esquema Master
Operação Compliance Zero 9ª fase investigando agente público envolvido no esquema do Banco Master

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, desta vez com foco na participação de um agente público no esquema de fraudes ligado ao Banco Master.

Dezoito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, foram cumpridos simultaneamente no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além das buscas, investigados passaram a cumprir medidas cautelares — proibição de contato, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica.

O que está sendo investigado

A Compliance Zero apura um suposto esquema bilionário que envolve fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro com ramificações no Banco Master. Os fatos podem caracterizar, em tese, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A proibição de contato entre os investigados, imposta pelo STF, é uma medida que visa impedir a combinação de versões e a destruição de provas — sinal de que a apuração ainda está em fase ativa de coleta de elementos.

Na fase anterior da operação, deflagrada em maio, a PF apontou que um alinhamento político entre o ex-governador Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro teria direcionado bilhões do RioPrevidência ao Banco Master — base do esquema que a 9ª fase agora aprofunda com foco em agente público. Saiba o que a PF encontrou na fase anterior da Compliance Zero.

Obstrução interna e ritmo das investigações

A Compliance Zero já acumula episódios de tentativa de obstrução. Em maio, um perito criminal da própria PF foi investigado por suspeita de vazar dados sigilosos da operação para veículos de comunicação — o STF determinou a suspensão imediata de suas funções. Leia o caso do perito da PF investigado por vazamento de dados.

A chegada à nona fase em ritmo acelerado indica que a investigação avança sobre novos alvos e camadas do esquema. O foco desta fase — a responsabilização de um agente público — amplia o raio da apuração para além do setor privado e pode sinalizar desdobramentos políticos relevantes nos próximos meses.

A reportagem está em atualização.

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