Política

Câmara aprova PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada para 40 horas

Motta celebra aprovação e classifica redução de jornada como 'promoção da saúde'; PEC segue ao Senado
Aprovação PEC escala 6x1: Hugo Motta celebra em primeiro plano com o plenário da Câmara ao fundo

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto segue agora para votação no Senado Federal.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou o resultado e defendeu a medida: para ele, “avanços sempre enfrentaram resistências” e reduzir a jornada é uma forma de “promoção da saúde”.

O que muda com a PEC aprovada

O texto altera a Constituição Federal para fixar que a duração do trabalho normal não poderá superar oito horas diárias e quarenta horas semanais. A redução das quatro horas será feita em duas etapas: duas horas a menos a partir de dois meses da promulgação, com o restante concluído dentro do prazo de transição de 14 meses.

O fim da escala 6×1 — com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos — entra em vigor 60 dias após a promulgação. Acordos e convenções coletivos incompatíveis com as novas regras perdem validade automaticamente nesse prazo, forçando sindicatos e empresas a renegociarem condições.

Quem está fora das novas regras

A PEC exclui das novas exigências os trabalhadores com diploma de nível superior que recebem a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil mensais. Para esses profissionais, não se aplicam as regras de controle de jornada e ponto. A justificativa apresentada foi combater a “pejotização” e preservar autonomia para trabalhadores de alta renda.

Horas antes da votação no plenário, a comissão especial já havia aprovado o texto por 34 a 4, com votos contrários restritos ao PL e ao Novo.

Negociações e próximos passos

O período de transição de 14 meses foi o ponto mais disputado da tramitação. Empresários e confederações de empregadores pressionavam por mais tempo para adaptação. O governo Lula, inicialmente contrário à fase de transição, cedeu após negociações e aceitou a implantação gradual.

Esse prazo — um dos pontos mais disputados entre governo e setor produtivo — havia sido desenhado no parecer que Léo Prates apresentou na segunda-feira.

Para aprovação definitiva, a PEC precisa de 308 votos em dois turnos na Câmara — requisito já cumprido — e ainda de 49 senadores favoráveis no Senado, também em dois turnos. Ainda não há data definida para a votação na Casa.

Economistas alertam que o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade, que virão principalmente com qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em infraestrutura e logística.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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