Política

Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1 e texto vai ao Senado

Prazo de até 14 meses para adaptação das empresas só começa a contar após aprovação dos senadores
Câmara aprova PEC 6x1 quando entra em vigor a reforma da jornada de trabalho

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (27) a PEC que extingue a escala 6×1 no país. O texto segue agora para o Senado e só poderá ser promulgado — e entrar em vigor — após aprovação dos senadores.

A partir da promulgação, as novas regras passam a valer em 60 dias. As empresas, porém, têm até 14 meses para concluir a adaptação completa às novas exigências.

A medida limita a jornada semanal a 40 horas e garante ao menos duas folgas por semana, com preferência pelos domingos.

Como funciona o prazo de vigência

O texto aprovado pelos deputados prevê implementação em etapas. O fim da escala 6×1, com a garantia de duas folgas semanais, entra em vigor 60 dias após a promulgação. As empresas, no entanto, têm até 14 meses para concluir a adaptação completa às novas jornadas.

Acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perdem validade automaticamente 60 dias após a promulgação — o que deve pressionar sindicatos e empregadores a renegociarem contratos antes do prazo.

O parecer do relator Léo Prates, apresentado dias antes da votação, já estruturava os pilares aprovados: redução em duas etapas, trava contra acordos coletivos incompatíveis e isenção para profissionais de alta renda.

Quem fica fora das novas regras

A PEC exclui das novas obrigações os trabalhadores com diploma de nível superior e salário de ao menos R$ 20 mil mensais — equivalente a duas vezes e meia o teto do INSS. Para esse grupo, não valerão as regras de jornada nem de controle de ponto.

A justificativa é conter a chamada pejotização — prática em que trabalhadores são contratados como pessoa jurídica para reduzir encargos — entre profissionais de alta renda.

A PEC inscreve na Constituição que a duração do trabalho normal não poderá superar oito horas diárias e 40 horas semanais, com possibilidade de compensação por acordo ou convenção coletiva.

O período de transição foi o principal ponto de atrito nas negociações. Inicialmente contrário ao prazo de adaptação, o governo Lula cedeu e fechou acordo para permitir a implementação gradual em até 14 meses.

No Senado, porém, o jogo pode mudar. O empresariado já articula para quadruplicar o prazo de transição — de 14 meses para quatro anos —, e o presidente da CCJ sinaliza prazos diferenciados por setor.

Se o Senado modificar o texto, ele volta à Câmara, que pode aceitar ou rejeitar as alterações. Em caso de rejeição, a proposta retorna ao Senado. O texto final precisa ser aprovado pelas duas casas para ser promulgado.

Economistas alertam que a discussão sobre redução de jornada precisa vir acompanhada de debate sobre produtividade. Os ganhos, segundo eles, virão principalmente com qualificação profissional, inovação e investimentos em infraestrutura e logística.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Monitoramento de fintechs expôs caixa do PCC no setor de combustíveis, diz Fazenda

Trump pode se tornar rosto de nota de US$ 250 nos EUA, diz jornal

Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1 e texto vai ao Senado

Dólar sobe com retaliação iraniana e desemprego brasileiro em 5,8%