O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na terça-feira (3) o quarto foco da doença de Newcastle em Santa Catarina, em uma propriedade avícola de Nova Erechim, no Oeste do estado.
É a segunda ocorrência na cidade desde a declaração de emergência zoossanitária. A granja fica dentro da área de restrição já delimitada, e o vírus foi detectado em ações de vigilância.
A doença mantém restrições às exportações de produtos da avicultura brasileira desde 18 de outubro.
Vigilância dentro do perímetro
Segundo o Mapa, o novo caso foi identificado durante o monitoramento na área de restrição, delimitada depois das primeiras confirmações da doença. A propriedade de Nova Erechim fica dentro desse perímetro.
Não é a primeira vez que isso acontece. O segundo foco, em Coronel Freitas, também foi detectado pela vigilância reforçada na área de emergência zoossanitária.
Com a confirmação, o Serviço Veterinário Oficial deve aplicar os protocolos previstos para emergências zoossanitárias. Eles incluem investigação epidemiológica, ações de vigilância e medidas para conter a disseminação do vírus.
Focos anteriores em vazio sanitário
Os três primeiros focos foram confirmados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. O surto começou em 18 de outubro, quando o ministério confirmou o primeiro foco, em uma granja de perus de Nova Itaberaba.
Nessas três propriedades, todas as medidas previstas nos protocolos de resposta já foram adotadas, e os locais estão em vazio sanitário.
Risco baixo para humanos
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que atinge aves domésticas e silvestres e pode ser letal para esses animais.
Em pessoas, o efeito mais grave é uma conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato com as aves, e não pelo consumo.
Pressão sobre o comércio
As restrições comerciais começaram logo após o primeiro caso, quando o México suspendeu a compra de frango e outros produtos avícolas do Brasil. O quarto foco foi confirmado com essas restrições ainda em vigor.
Em nota, o Mapa afirmou que segue atuando em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional.