O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. O ministro André de Paula anunciou o caso em entrevista coletiva nesta segunda-feira (19).
A granja foi interditada, e a movimentação de aves está suspensa. Segundo o Mapa, os produtos avícolas que passam por inspeção oficial continuam seguros para consumo.
Vírus detectado, sem sinais da doença
Em nota, o ministério informou que o foco foi confirmado no domingo (18) e que “a ocorrência não apresenta manifestação clínica”. Ou seja, o vírus foi detectado, mas as aves confinadas não desenvolveram a doença.
O caso apareceu durante uma investigação epidemiológica do Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. A confirmação veio do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhece como referência internacional no diagnóstico da doença.
Segundo apuração da TV Globo em Brasília, publicada pelo g1, a granja tem 6.000 perus. Os trabalhos para eliminar o foco já começaram, e outros estabelecimentos da região serão analisados.
Plano de contingência
As ações de controle, contenção e erradicação seguem o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. O documento reúne as diretrizes oficiais para as duas enfermidades.
O que é a doença de Newcastle
É uma doença viral que atinge aves domésticas e silvestres. A causa é o paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1). Nas aves, os primeiros sinais são respiratórios. Depois vêm manifestações nervosas, diarreia e inchaço da cabeça.
A transmissão está associada a aves migratórias infectadas, que percorrem rotas entre continentes. Por isso, focos podem surgir em qualquer parte do mundo.
Para pessoas, o risco é baixo. No máximo, a doença causa uma conjuntivite passageira, que dura cerca de uma semana. O contágio ocorre pelo contato com as aves, e não pelo consumo dos produtos.
Notificação internacional
O Brasil vai comunicar o caso à OMSA e aos parceiros comerciais, como exigem os compromissos internacionais de transparência sanitária. O ministério afirmou que vai divulgar novas informações conforme as investigações e as ações de controle avançarem.