O presidente eleito Lula terá aliados no comando de dois dos três estados em que apoiou candidatos no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo (25). Venceram Omar Aziz (PSD), no Amazonas, e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte.
No Distrito Federal, o resultado foi outro: o petista Leandro Grass perdeu para Celina Leão, que somou 57,18% dos votos válidos contra 42,82% do adversário.
Amazonas: vitória folgada de um senador
Omar Aziz (PSD) teve o desempenho mais confortável entre os aliados do presidente eleito. Ele recebeu 61,42% dos votos válidos, contra 38,58% da Professora Maria do Carmo (PL), candidata do campo de Flávio Bolsonaro.
O governador eleito vem do Senado, onde ocupa uma cadeira pelo Amazonas desde 2015. Ele conquistou o mandato em 2014 e foi reeleito em 2022.
Rio Grande do Norte: estreante vence por margem estreita
A disputa potiguar foi a mais apertada das três. Cadu de Lula (PT) obteve 50,77% dos votos válidos, e Allyson Bezerra (União Brasil) ficou com 49,23%, uma diferença de 1,54 ponto percentual.
Foi a primeira vez que Cadu concorreu a um cargo eletivo. O nome político que adotou durante a campanha é uma referência direta ao presidente, e mostra que ele apostou na associação com Lula para chegar ao governo do estado.
A associação encontrou um eleitorado em que o presidente cresceu entre os turnos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisados pelo g1, Lula passou de 1.237.963 votos no primeiro turno para 1.413.596 no segundo no Rio Grande do Norte, o que representa 65,72% dos votos válidos (eram 59,75%). Flávio Bolsonaro foi de 720.493 para 737.409 votos, ou 34,28% dos válidos. No conjunto do Nordeste, Lula somou quase 3 milhões de votos a mais de um turno para o outro.
Distrito Federal: Celina Leão barra o petista
Leandro Grass (PT) foi o único dos três aliados de Lula derrotado neste segundo turno. Com 42,82% dos votos válidos, terminou 14,36 pontos percentuais atrás de Celina Leão (PP), que teve 57,18%.
Com o placar de duas vitórias em três disputas, o presidente eleito terá aliados à frente dos governos do Amazonas e do Rio Grande do Norte. Na capital federal, o Palácio do Buriti ficará fora do seu campo político.
Celina Leão integra também o grupo de aliados de Flávio Bolsonaro que disputaram governos estaduais no segundo turno. Segundo levantamento do g1, quatro dos sete candidatos desse grupo se elegeram, e Maria do Carmo, no Amazonas, foi a única derrotada em disputa direta com um aliado de Lula. Nas demais derrotas, os candidatos enfrentavam outros aliados de Flávio, como no Acre e no Tocantins, ou não tinham o apoio declarado do adversário, como no Espírito Santo.
Os resultados de outros estados que também foram ao segundo turno estão no balanço dos governadores definidos no domingo, que inclui a disputa acirrada no RN.
Na corrida presidencial, o desempenho de Lula na região onde Omar Aziz foi eleito aparece na análise do resultado de Lula nos estados da Amazônia Legal.