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Seis unidades da federação conheceram neste domingo (25) os governadores eleitos no segundo turno das eleições 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou os vencedores no Tocantins, no Amazonas, no Acre, no Distrito Federal, no Espírito Santo e no Rio Grande do Norte.
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As maiores vantagens ficaram com Mailza Assis (PP), no Acre, e Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins. No Espírito Santo e no Rio Grande do Norte, os vencedores passaram por pouco da metade dos votos válidos.
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Vitórias folgadas no Norte
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No Acre, Mailza Assis foi reeleita com 66,21% dos votos válidos, o maior percentual entre os seis vencedores do segundo turno. Ela derrotou Alan Rick (Republicanos), que teve 33,79%. O estado também registrou, no primeiro turno, a maior distância entre o primeiro e o segundo colocados: 17,5 pontos percentuais. Aos 49 anos, Mailza começou a carreira política em Senador Guiomard, onde foi secretária municipal de Administração e de Assistência Social, e exerceu mandato no Senado a partir de 2019, como suplente de Gladson Camelí. Ao assumir o governo, tornou-se a segunda mulher a governar o estado em quatro décadas.
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No Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), que cumpre o terceiro mandato na Câmara dos Deputados, conquistou 64,49% e venceu a senadora Professora Dorinha (União Brasil). O resultado representa uma virada: no primeiro turno, Dorinha havia liderado, com 45,5% contra 43,9% de Vicentinho. Segundo levantamento do Poder360, foi a primeira virada registrada no estado desde a redemocratização. Vicentinho presidiu o PP no Tocantins a partir de 2023 e deixou a legenda no início de 2026 para se filiar ao PSDB.
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No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) somou 61,41% e volta a comandar o estado, ao derrotar no segundo turno a candidata do PL, Professora Maria do Carmo. Ele já havia governado o Amazonas entre março de 2010 e dezembro de 2014: chegou ao cargo após a renúncia do então titular e se reelegeu ainda em 2010. Senador desde 2015, Omar presidiu a CPI da Pandemia em 2021 e, em 2026, foi relator da proposta que põe fim à escala 6×1.
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Disputas apertadas no ES e no RN
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O resultado mais justo do dia veio do Rio Grande do Norte, onde o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu de Lula (PT) venceu com 50,77% dos votos válidos, menos de um ponto acima da metade, contra 49,23% de Allyson Bezerra (União Brasil). Também ali houve virada: no primeiro turno, o petista havia recebido 36,16% dos votos, atrás dos 36,94% do adversário. Engenheiro de computação e auditor fiscal estadual desde 2005, Cadu presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2023 e 2025 e disputou, nesta eleição, seu primeiro cargo eletivo.
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No Espírito Santo, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) também teve margem estreita e foi eleito com 52,17% dos votos válidos, contra 47,83% de Ricardo Ferraço (MDB). Ali, assim como no Acre, no Amazonas e no Distrito Federal, o resultado do primeiro turno se repetiu. Delegado da Polícia Civil de formação e deputado estadual a partir de 2018, Pazolini foi eleito prefeito da capital em 2020, no segundo turno, e reeleito em 2024, ainda no primeiro, com 56,22% dos votos válidos.
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Duas governadoras confirmadas nas urnas
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Duas das vitórias deste domingo ficaram com mulheres que já estavam à frente do governo. Mailza Assis, no Acre, e Celina Leão (PP), no Distrito Federal, eram vice-governadoras e assumiram os cargos na virada de março para abril, após a saída dos titulares. Celina venceu com 57,18% dos votos válidos, contra 42,82% de Leandro Grass (PT), e se torna a primeira mulher eleita diretamente para governar o DF: outras já haviam ocupado o cargo, mas por ter assumido a titularidade como vice.
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As duas estavam entre as quatro candidatas que voltaram às urnas depois de um primeiro turno em que apenas Raquel Lyra havia sido eleita governadora.
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Os resultados de 25 de outubro se somam aos do primeiro turno, em 4 de outubro, quando 11 dos 18 governadores em exercício já haviam garantido o cargo sem precisar de nova votação.
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Com as viradas no Rio Grande do Norte e no Tocantins, o levantamento do Poder360 contabiliza 37 reviravoltas em 126 eleições estaduais com segundo turno desde 1990.
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Com o fechamento do quadro, o PL aparece como o partido que mais elegeu governadores em 2026: comandará seis unidades da federação a partir de 2027 (Paraná, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina), todas definidas ainda no primeiro turno. Segundo levantamento do Poder360, é o maior número de governos estaduais conquistado por uma legenda desde 2014, quando o MDB elegeu sete. O PSD vem em seguida, com cinco governadores, enquanto PT, Republicanos e PP elegeram quatro cada. O PT concentra seus governos no Nordeste.
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Cruzando esses resultados com a eleição presidencial, um levantamento do g1 com dados do TSE mostra que os quatro governadores definidos no segundo turno em estados vencidos por Flávio Bolsonaro (PL) — Mailza Assis, no Acre, Celina Leão, no Distrito Federal, Lorenzo Pazolini, no Espírito Santo, e Vicentinho Júnior, no Tocantins — haviam declarado apoio ao senador. Já Amazonas e Rio Grande do Norte, que elegeram governadores apoiadores de Lula (PT), deram a maioria dos votos válidos ao presidente. Segundo o g1, Flávio foi o mais votado em 13 estados e no Distrito Federal, e em todos eles os governadores eleitos o apoiaram; não houve estado vencido por ele que tenha eleito um governador apoiador de Lula.
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O inverso, porém, não se repetiu: Lula venceu em Minas Gerais e no Pará, estados que elegeram, ainda no primeiro turno, governadores que apoiaram Flávio. A análise considera o posicionamento declarado na disputa presidencial e ressalva que os números não permitem identificar como um mesmo eleitor votou nos dois cargos.
\n”,”updated_title”:null,”updated_excerpt”:null,”new_source_focus”:”g1 cruzou os resultados de presidente e governador por estado, classificando os governadores eleitos pelo apoio declarado a Lula ou a Flávio Bolsonaro, ou pela neutralidade.”}