Levantamento da Quaest divulgado nesta quinta-feira (21) revela o desempenho de Lula em cenários de segundo turno para as eleições de 2026 em oito estados. O presidente vence em todos os cenários em Pernambuco e Bahia, perde em todos em Goiás, e apresenta resultados variados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 12.150 pessoas entre 13 e 17 de agosto, antes do indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.
Desempenho de Lula nos estados
São Paulo
Em São Paulo, Lula supera Flávio Bolsonaro (41% a 36%), mas perde para Tarcísio de Freitas (35% a 52%) e Ratinho Jr (37% a 42%). Ele empata com Jair Bolsonaro (40% a 41%), Michelle Bolsonaro (40% a 40%) e Eduardo Leite (38% a 37%). Também vence Eduardo Bolsonaro (41% a 37%), Romeu Zema (39% a 37%) e Ronaldo Caiado (40% a 36%).
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, Lula vence Romeu Zema (37% a 30%) e não perde para nenhum adversário. Empata com Jair Bolsonaro (38% a 42%), Michelle (38% a 40%), Flávio Bolsonaro (38% a 39%), Eduardo Bolsonaro (38% a 38%), Tarcísio de Freitas (35% a 35%), Ratinho Jr (36% a 32%), Eduardo Leite (36% a 30%) e Ronaldo Caiado (36% a 30%).
Minas Gerais
Em Minas Gerais, Lula derrota Eduardo Bolsonaro (41% a 34%) e Flávio Bolsonaro (42% a 33%), mas perde para Zema (34% a 47%). Empata com Tarcísio (37% a 39%), Eduardo Leite (36% a 38%), Jair Bolsonaro (40% a 39%), Ratinho Jr (38% a 38%), Michelle (40% a 38%) e Caiado (39% a 35%).
Paraná
No Paraná, Lula não vence nenhum adversário. Perde para Ratinho Jr (19% a 73%), Jair Bolsonaro (33% a 49%), Tarcísio (32% a 46%), Michelle (34% a 46%), Eduardo Leite (32% a 41%), Eduardo Bolsonaro (34% a 43%), Caiado (34% a 42%) e Flávio Bolsonaro (34% a 43%). Empata apenas com Zema (34% a 40%).
Pernambuco e Bahia
Em Pernambuco, Lula vence todos os adversários: Bolsonaro (61% a 27%), Michelle (62% a 27%), Tarcísio (63% a 24%), Ratinho Jr (62% a 22%), Eduardo Bolsonaro (63% a 23%), Eduardo Leite (62% a 21%), Caiado (63% a 21%), Flávio Bolsonaro (64% a 23%) e Zema (64% a 21%). Na Bahia, Lula também lidera contra todos: Bolsonaro (63% a 21%), Tarcísio (63% a 21%), Michelle (64% a 20%), Zema (65% a 17%), Caiado (65% a 17%), Eduardo Leite (65% a 16%), Ratinho Jr (66% a 16%), Eduardo Bolsonaro (66% a 16%) e Flávio Bolsonaro (66% a 16%).
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, Lula perde para Eduardo Leite (26% a 49%) e empata com Tarcísio (36% a 41%), Bolsonaro (40% a 41%), Michelle (40% a 39%), Eduardo Bolsonaro (40% a 37%), Flávio Bolsonaro (40% a 37%), Zema (38% a 35%), Ratinho Jr (37% a 38%) e Caiado (38% a 32%).
Goiás
Em Goiás, Lula não vence nenhum adversário. Perde para Caiado (19% a 72%), Bolsonaro (33% a 51%), Tarcísio (32% a 47%), Michelle (34% a 49%), Ratinho Jr (31% a 46%), Flávio Bolsonaro (34% a 46%), Eduardo Leite (32% a 43%), Eduardo Bolsonaro (34% a 45%) e Zema (33% a 42%).
Metodologia e contexto político
A pesquisa da Quaest foi realizada entre 13 e 17 de agosto, antes do indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 12.150 pessoas em oito estados brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os cenários simulados incluíram confrontos entre Lula e nomes de destaque da oposição, como Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Os resultados evidenciam a força eleitoral de Lula no Nordeste, especialmente em Pernambuco e Bahia, onde lidera com ampla vantagem sobre todos os adversários. Em contrapartida, enfrenta maior resistência no Sul e Centro-Oeste, com derrotas expressivas em Goiás e Paraná. Em estados do Sudeste, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o cenário é mais equilibrado, com empates e vitórias pontuais.
A pesquisa antecipa possíveis tendências para a eleição presidencial de 2026, mostrando que o desempenho de Lula varia significativamente conforme o estado e o adversário testado.