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A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a venda de canetas de tirzepatida e retatrutida sem registro anunciadas em sites brasileiros. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (14).
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Os produtos apareciam em frascos e canetas, sem registro, notificação ou cadastro na agência. A mesma resolução alcança peptídeos injetáveis e kits detox de fabricantes não identificados.
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Quatro lojas online na mira
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As medidas atingem os sites Peptídeos do Brasil, Oxygen KWP Pharma Brasil, ZPHC Store e Zyntrashop. Em todos, ficam proibidas comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos itens identificados pela fiscalização. Em nota, a Anvisa afirmou que a medida visa prevenir a utilização pela população, com fundamento no risco sanitário decorrente da disponibilização ao consumo de produtos sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia.
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No Peptídeos do Brasil, a agência achou tirzepatida e retatrutida sem qualquer regularização — e a proibição vale também para pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que vendam ou divulguem os produtos.
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Na Oxygen KWP Pharma Brasil, a lista inclui o Retagen 40 mg, à base de retatrutida, além de BPC-157, GHK-Cu, TB-500 e combinações dessas substâncias, fabricados por uma empresa descrita na resolução como desconhecida.
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Na ZPHC Store estavam expostos Retatrutide 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg e Caneta Tirzepatide 75 mg, comercializados, segundo a Agência Brasil, sob responsabilidade da ZPH Contabilidade. No Zyntrashop, a Anvisa não conseguiu comprovar a origem nem a identidade dos fabricantes dos produtos, anunciados com preço e instruções de uso.
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A resolução alcança ainda cinco produtos da marca Liberty Pharma, anunciados e vendidos por uma empresa de origem desconhecida: NAD+, Retatrutida, Glow GHK-Cu, Tirzepatida e GHK-Cu.
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Não é a primeira vez que a agência age contra canetas de tirzepatida sem registro: em abril, ela já havia banido as marcas Gluconex e Tirzedral, trazidas do Paraguai.
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Por que as duas substâncias chamam atenção
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A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, usado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle do peso. Ela age sobre dois receptores hormonais, GIP e GLP-1, ligados ao controle da glicose no sangue e à regulação do apetite. Os itens achados nos sites, ressalta a Anvisa, não correspondem ao medicamento registrado.
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A retatrutida pertence à mesma família das canetas emagrecedoras, mas mexe em três mecanismos ao mesmo tempo: GLP-1, GIP e o receptor de glucagon. Apesar dos estudos em andamento, não há aprovação para uso ou comercialização em nenhum país: segundo a Anvisa, a empresa que desenvolve os estudos sequer solicitou registro à agência ou a qualquer regulador internacional. Isso não impediu que canetas com esse nome circulassem no Brasil.
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Kits detox também barrados
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A agência ainda vetou produtos da Cris Barden Naturopatia, entre eles os kits Detox – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar, nas versões para adultos e para crianças de 1 a 5 anos, e o Kit Carvão Pulverizado da Casca do Coco. A lista inclui também o Carvão Ativado Vegetal da Casca do Coco Premium 120 g, o Kit Detox com Quelação, o Kit Detox Prevenção com prata e ouro coloidal e carvão pulverizado, o Kit Composto Emagrecedor para 3 Meses, o Ouro Coloidal e a Prata Coloidal. Segundo a Anvisa, os itens não têm registro, notificação ou cadastro e eram divulgados com alegações antifúngicas, antimicrobianas e anti-inflamatórias, de alívio de dores, desparasitação, desintoxicação e fortalecimento da imunidade, o que configura finalidade compatível com a de medicamento. A empresa não tem autorização de funcionamento para fabricar medicamentos. Nesse caso, a proibição não vale para importação feita por pessoa física para uso próprio.
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Três semanas antes, a agência já havia alertado para a venda de tirzepatida em pó nas redes sociais, com vídeos que ensinam a diluir e injetar a substância em casa, sem garantia de esterilidade.
\n”,”updated_title”:null,”updated_excerpt”:null,”new_source_focus”:”Agência Brasil reproduziu nota da Anvisa, listou produtos Liberty Pharma e da Cris Barden e citou a ZPH Contabilidade como responsável pelo site ZPHC Store.”}