A declaração da vitória de Douglas Ruas (PL) no governo do Rio de Janeiro, confirmada pelo TRE-RJ depois de o TSE anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), fechou em 21 nomes o mapa dos governadores eleitos no primeiro turno de 2026.
É o maior número já registrado, três acima do recorde anterior, de 2010. Cinco estados e o Distrito Federal ainda decidem seus governos em 25 de outubro.
Com a retotalização dos votos no sábado (10), Ruas foi declarado eleito com 4.271.199 votos, o equivalente a 50,88% dos válidos, contra 44,16% de Eduardo Paes (PSD). A virada começou na quinta-feira (8), quando o TSE, por 5 votos a 2, anulou os 274.411 votos de Garotinho e empurrou o candidato do PL para cima da linha dos 50%.
PL sai na frente na divisão dos estados
O desfecho no Rio deu ao PL seis governos definidos já na primeira votação, a maior fatia do pleito. O PSD ficou com quatro e o PT, com três, todos de reeleição: Jerônimo Rodrigues na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí. MDB, Republicanos e Progressistas elegeram dois cada; PSDB e Podemos, um cada.
Entre os placares mais largos aparecem Fonteles, com 70,90%, Arthur Henrique (PL) em Roraima, com 69,13%, e Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina, com 68,98%. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) se reelegeu com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad (PT). No outro extremo, Sergio Moro (PL) ficou no Paraná com a margem mais apertada entre os eleitos de largada: 50,10%.
O que ainda está em disputa
Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre, Tocantins e o Distrito Federal voltam às urnas em 25 de outubro para definir seus governadores. São as seis últimas disputas estaduais em aberto de um calendário que, pelo levantamento do g1 com dados do TSE, já tinha quase todo o país resolvido antes do fim de outubro.
Um recorde que ficou dependendo do Rio
O número vinha sendo acompanhado desde a apuração. Na noite da votação, o placar de 20 governos definidos já batia a marca da redemocratização, e o Rio de Janeiro era o único estado capaz de elevar o total para 21 — a depender justamente do recurso de Garotinho.
Para o eleitor, o efeito prático é um ciclo eleitoral mais curto em 21 das 27 unidades da federação, com governadores e vices conhecidos semanas antes do início da transição nos estados que ainda disputam o segundo turno.