O primeiro turno das eleições 2026 começou às 8h deste domingo (4) com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, o maior contingente já registrado no país, segundo a Justiça Eleitoral. As urnas fecham às 17h, no horário de Brasília.
Em até seis votos, cada eleitor define presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Eventual segundo turno para presidente e governadores ficou marcado para 25 de outubro.
Como votar e em que ordem
A urna pede os cargos em sequência fixa: deputado federal (quatro dígitos), deputado estadual ou distrital (cinco dígitos), primeiro senador (três), segundo senador (três), governador (dois) e presidente da República (dois). Como há duas vagas por unidade da Federação no Senado, é preciso escolher dois nomes diferentes.
Antes de apertar “Confirma”, o eleitor deve conferir foto, nome e partido na tela. Em caso de erro, a tecla “Corrige” refaz o procedimento. O uso de celular dentro da cabine segue proibido.
A Justiça Eleitoral recomenda checar o local de votação e a situação eleitoral com antecedência, levar os números anotados para agilizar o atendimento e, se quiser, usar o aplicativo e-Título.
Um eleitorado maior e mais identificado
Do total de aptos, 141.321.493 pessoas já têm biometria cadastrada — 89,01% do eleitorado. O patamar de 158,7 milhões já havia sido antecipado pelo TSE em julho, quando o tribunal registrou alta de 1,46% em relação a 2022. O mesmo levantamento mostrou que os eleitores com mais de 60 anos cresceram 13,9% e já respondem por quase um quarto do eleitorado nacional.
Na outra ponta da pirâmide etária, onde o voto é facultativo, o TSE contabiliza 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de 17 anos.
Cerca de 21 mil candidaturas em disputa
O volume de nomes na cédula eletrônica acompanha o tamanho do eleitorado: a Justiça Eleitoral registra cerca de 21 mil pedidos de candidatura, mais da metade concentrada nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. São aproximadamente 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a distrital — 11,7 mil ao todo — além de 7.803 concorrentes à Câmara dos Deputados.
A distribuição desse eleitorado pelo território também pesa no resultado: São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores, à frente de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.
Um direito construído aos poucos
A reconstituição histórica reunida pela Agência Brasil lembra que o voto nem sempre alcançou todos os brasileiros: mulheres, analfabetos, populações indígenas e pobres foram excluídos do processo em diferentes períodos. Durante a ditadura militar, direitos políticos foram restringidos, candidaturas foram cassadas e parte dos cargos passou a ser definida por eleição indireta. Os analfabetos recuperaram o direito ao voto em 1985, e a Constituição de 1988 consolidou as garantias políticas em vigor.
Em material institucional da série Voto Limpo, o TSE define o voto como “a maior expressão da cidadania” e afirma que é ele que assegura à população escolher quem conduz o país.