Política

Governadores em exercício confirmam 11 vitórias no primeiro turno das eleições 2026

Oito foram reeleitos e três garantiram mandato próprio; quatro perderam nas urnas e outros três vão ao segundo turno
Mapa do Brasil e skyline de São Paulo simbolizam governadores reeleitos no primeiro turno das eleições 2026

Dos 18 governadores em exercício que disputaram as eleições de 2026, 11 tiveram o cargo confirmado já no primeiro turno, realizado no domingo (4). São oito reeleitos e três que chegaram ao governo durante o mandato e agora venceram com o próprio nome na urna, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outros quatro foram derrotados e três seguem na disputa até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Oito reeleições, de 70% a 53% dos votos

O maior percentual entre os 18 governadores veio do Piauí: Rafael Fonteles (PT) foi reconduzido com 70,90% dos votos válidos, contra 27,54% de Joel Rodrigues (PP). Na sequência aparecem Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, com 68,98%, e Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul, com 67,07% — o primeiro estado do país a definir o governador.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) somou 62,65% e repetiu a vitória sobre Fernando Haddad (PT), que ficou com 36,42%. A folga já vinha sendo desenhada nas pesquisas: em março, o governador aparecia com até 49% das intenções de voto no primeiro turno.

Completam o grupo dos reeleitos Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe, com 59,27%; Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, com 55,80%, em novo confronto com ACM Neto (União Brasil); Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, com 53,27%, sobre João Campos (PSB); e Elmano de Freitas (PT), no Ceará, com 53,19% — a reeleição mais apertada da lista, 6,97 pontos à frente de Ciro Gomes (PSDB).

Vices que viraram titulares

Três governadores que herdaram o cargo no meio do mandato garantiram agora o primeiro mandato próprio: Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, com 64,30%; Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso, com 60,77%; e Daniel Vilela (MDB), em Goiás, com 59,17%. Pivetta assumiu em março, após a renúncia de Mauro Mendes (União Brasil), e Vilela subiu quando Ronaldo Caiado (PSD) saiu para disputar a Presidência.

Quem caiu e o que ainda falta decidir

No Pará, Hana Ghassan (MDB) teve 46,53% e perdeu para Dr. Daniel (Podemos), eleito com 51,36%. No Amapá, Clécio Luís (União Brasil) ficou com 36,97% diante dos 62,75% de Dr. Furlan (PSD) — foi o único governador eleito em 2022 a não conseguir a reeleição. No Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) terminou em terceiro, com 21,91%. Em Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) registrou o pior desempenho entre os 18, 4,65%, em um estado decidido no primeiro turno por Cleitinho Azevedo (Republicanos), com 55,40%.

A decisão de 25 de outubro envolve três gestões. No Distrito Federal, Celina Leão (PP) parou a 168 votos da vitória imediata, com 49,93%, e ainda há 1.843 votos sub judice; sua adversária será Leandro Grass (PT), que teve 34,47%. No Acre, Mailza Assis (PP) chegou a 49,76% e enfrenta o senador Alan Rick (Republicanos), com 32,27%. No Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB) vai ao segundo turno em desvantagem, com 34,06%, contra 49,65% de Lorenzo Pazolini (Republicanos).

O balanço se encaixa em um pleito atípico: 20 estados definiram o governador já na primeira rodada, recorde da redemocratização. Entre os eleitos de domingo, a presença feminina ficou restrita a Raquel Lyra, com outras quatro candidatas ainda em campo.