Política

Bolsonaros elegem quatro parlamentares e levam Flávio ao 2º turno contra Lula

Michelle e Carlos chegam ao Senado, Jair Renan e Renato à Câmara; outros três parentes ficaram fora das vagas
Urna eletrônica e Congresso Nacional simbolizam a família Bolsonaro eleições 2026 no Senado e na Câmara

A família Bolsonaro saiu do 1º turno das eleições 2026 com quatro novos parlamentares e uma vaga na disputa pelo Planalto. Dos oito parentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que concorreram no domingo (4), metade foi eleita.

Michelle e Carlos Bolsonaro conquistaram cadeiras no Senado, enquanto Jair Renan e Renato Bolsonaro se elegeram deputados federais. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançou ao 2º turno presidencial, em que enfrenta Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Quem entrou e com quantos votos

Michelle Bolsonaro (PL) teve o melhor desempenho proporcional do grupo: 29,05% dos votos válidos no Distrito Federal lhe garantiram uma das cadeiras do Senado. A vitória veio acompanhada de uma dobradinha do PL, que ficou com as duas vagas do Senado pelo DF ao eleger também Bia Kicis.

Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) foi eleito senador com 25,35% dos votos válidos. No mesmo Estado, Jair Renan Bolsonaro (PL) garantiu uma vaga de deputado federal, com 131.555 votos.

A maior votação nominal do clã, porém, não é de um filho: Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente, foi eleito deputado federal por São Paulo com 379.312 votos.

Três ficaram pelo caminho

Rogéria Bolsonaro (PL), ex-mulher de Jair e mãe de Flávio e Carlos, somou 65.496 votos para deputada federal pelo Rio de Janeiro e não se elegeu. Valéria Bolsonaro e Marcelo Bolsonaro, também do PL, disputaram cadeiras de deputado estadual em São Paulo e ficaram fora, com 51.274 e 8.904 votos, respectivamente.

O que ainda está em jogo

O desempenho do clã pode ficar completo em 25 de outubro: se Flávio vencer a eleição presidencial, todos os filhos do ex-presidente que concorreram em 2026 terão sido eleitos. A candidatura do senador foi oficializada em julho, na convenção do PL em São Paulo, meses antes de ele chegar ao 2º turno.

O resultado contrasta com o cenário desenhado nas pesquisas do ano anterior, quando um levantamento Quaest apontava rejeição superior a 60% aos principais nomes da família.

O sobrenome como cabo eleitoral

Fora do núcleo familiar, pelo menos 12 candidatos usaram Bolsonaro no nome de urna em 2026 sem qualquer parentesco com o ex-presidente — de Bolsonaro da Shopee (Novo-MT) e Fão do Bolsonaro (PL-PR) a Bolsonaro Sergipano (PL-SE), Alessandro Bolsonaro (Podemos-DF) e Renata Bolsonaro (Agir-SP). A estratégia aparece em legendas variadas, dentro e fora do PL.