Meio ambiente

Projeto de R$ 17,86 milhões vai restaurar recifes de coral no Nordeste

Iniciativa reúne pesquisa genética, turismo sustentável e proteção de áreas na Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas
Praia nordestina com falésias douradas e mar turquesa, símbolo da restauração de recifes de coral no Nordeste

WWF-Brasil e Fundação Grupo Boticário lançaram nesta semana o projeto A Virada dos Recifes de Coral, um investimento de R$ 17,86 milhões para restaurar e proteger recifes de coral em Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas.

A iniciativa chega em meio a uma crise de branqueamento que já atinge o litoral brasileiro, combinando pesquisa científica, restauração dos corais e turismo sustentável para reduzir o impacto do aquecimento dos oceanos.

Uma resposta à crise de branqueamento

O projeto responde a uma crise que já atinge o litoral brasileiro: entre 2023 e 2025, seis de sete áreas monitoradas no país entraram em alerta de branqueamento — e o litoral de Pernambuco, um dos estados cobertos pela iniciativa, registrou mais de 90% dos corais impactados.

O investimento de R$ 17,86 milhões é dividido entre R$ 8,59 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES, R$ 5,48 milhões do WWF-Brasil e R$ 3,79 milhões da Fundação Grupo Boticário. Os recursos financiam pesquisa sobre as características genéticas dos corais e técnicas como fertilização em laboratório, criopreservação de gametas e larvas e manutenção de colônias fora do mar para posterior reintrodução em áreas prioritárias. Está prevista ainda a criação de um banco de células e gametas de corais brasileiros.

Abrolhos concentra ações na Bahia

Na Bahia, o trabalho se concentra no território dos Abrolhos Terra e Mar, que reúne unidades de conservação como o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, a APA Ponta das Baleias, o Parque Nacional do Descobrimento, o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal e as reservas extrativistas de Cassurubá, Corumbau e Canavieiras. Ali, o projeto vai capacitar gestores e empreendedores para o turismo sustentável, estruturar roteiros de visitação e melhorar a sinalização usada pelos visitantes.

Negócios de impacto e educação oceânica

Em Salvador e Fortaleza, outra frente do projeto vai selecionar negócios de impacto capazes de contribuir para a conservação dos recifes, com ações nas bacias dos rios Joanes e Jacuípe, na Bahia, e Pacoti e Cocó, no Ceará. A escolha das bacias considera a influência dos rios sobre a costa: sedimentos e poluentes que chegam ao mar afetam a qualidade da água e a saúde dos corais, o que faz da conservação um trabalho que também depende de ações em terra.

O projeto ainda prevê formação de professores, produção de materiais didáticos, atividades em Escolas Azuis e clubes de ciência, além de campanhas de conscientização. Participam da iniciativa a Universidade Federal de Pernambuco, o Instituto Recifes Costeiros, o Reef Bank, o Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste, do ICMBio, e o programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo.

A iniciativa se soma a um movimento mais amplo de proteção marinha na região: em agosto, o mesmo WWF-Brasil integrou um consórcio de oito organizações que protocolou pedido ao ICMBio para criar três novas áreas protegidas sobre cadeias de montanhas submarinas entre o Ceará e o Rio Grande do Norte.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

El Niño mais forte em 4 décadas ameaça agravar crise hídrica global, alerta ONU

Manguezais intocados emitem mais metano com aquecimento, mostra estudo da USP

Brasil registra 26 mortes de ativistas ambientais em 2025, diz relatório

Novo peixe das nuvens é descoberto no Amapá já ameaçado de extinção

Observatório do Clima cobra plano para o oceano no próximo governo

Rastreabilidade do gado no Pará exige 64 bois por agente ao dia