Política

Aliado de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra reajuste do Bolsa Família

André Mendonça será o relator do caso; piso do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691
Flávio Bolsonaro e André Mendonça em disputa sobre o reajuste do Bolsa Família no TSE

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso, que deve definir se o aumento do benefício, concedido às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, viola as regras eleitorais em vigor.

Reajuste eleva piso do Bolsa Família em plena disputa presidencial

Com a mudança, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691, um aumento de cerca de 15%. O novo valor começa a valer em outubro, com pagamentos a partir do dia 19 — data que cai entre o primeiro e o eventual segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O montante contrasta com a proposta orçamentária enviada pelo próprio governo ao Congresso em agosto, que não previa aumento nos valores do Bolsa Família para o ano que vem.

A ação de Zé Trovão não é a única contestação ao reajuste. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) também pediu a suspensão da medida, em representação assinada pelo procurador Lucas Furtado. O anúncio, feito a 17 dias do primeiro turno, já vinha sendo questionado por economistas quanto ao timing e aos riscos fiscais.

Governo defende reajuste como correção inflacionária

O Ministério da Fazenda argumenta que o reajuste apenas repõe perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos e não configura, portanto, um aumento real do benefício social.

A Advocacia-Geral da União (AGU) reforça essa leitura. Segundo o órgão, a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução. “Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, afirmou a AGU em nota.

A AGU também sustenta que a correção do benefício pela inflação, sem ampliação do público atendido, está fora do alcance de qualquer vedação eleitoral. A tese deve ser decisiva no julgamento conduzido por Mendonça, num momento em que o próprio governo, há pouco mais de um ano, anunciava que o programa seguiria sem reajuste e previa corte de recursos para 2026.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Reajuste do Bolsa Família a 17 dias da eleição divide presidenciáveis

Governo anuncia reajuste de 15% e piso sobe para R$ 691

Governo aumenta Bolsa Família a 17 dias da eleição e gera alerta fiscal

MPT processa Luciano Hang e pede R$ 30 milhões por assédio eleitoral

EUA intensificam interferência na eleição brasileira, diz especialista

PF intima Daniel Vorcaro e o pai antes de risco de soltura