As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) deflagraram nesta quarta-feira (16) uma nova operação contra o crime organizado em 19 estados brasileiros, resultando no cumprimento de 106 mandados de prisão.
Coordenada pela Polícia Federal, a ação também executou 173 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e organizações criminosas violentas em todo o país.
Bloqueio de mais de R$ 508 milhões em bens
Além das prisões e dos mandados de busca, a Justiça determinou bloqueios, sequestros e outras restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões. As medidas atingem imóveis, veículos e ativos financeiros vinculados às organizações criminosas investigadas.
As FICCOs funcionam como forças-tarefa coordenadas pela Polícia Federal e reúnem diferentes órgãos de segurança pública, entre eles polícias civis, militares e penais, guardas municipais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e secretarias estaduais de Segurança Pública.
A operação desta quarta-feira não é a primeira mobilização de grande porte do ano. Em março, as FICCOs já haviam deflagrado ação semelhante em 15 estados, com 112 mandados de prisão — a ofensiva atual, com 106 prisões em 19 estados, mostra a ampliação geográfica das ações integradas ao longo de 2026.
Parte de uma ofensiva nacional contra facções
A ação integra uma sequência de operações que ganhou reforço institucional em maio, quando uma mobilização em 16 estados coincidiu com o lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado” e a promessa de R$ 11 bilhões para os estados reforçarem o combate às facções.
Com operações cada vez mais frequentes e abrangentes, o governo federal sinaliza que pretende manter a pressão sobre organizações criminosas ligadas ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro, ampliando a atuação conjunta entre União, estados e municípios.