Política

Trump redireciona US$ 52 milhões de ajuda militar para aliados na América Latina

Verba tirada de países europeus e do Oriente Médio reforça aliados da região após visita de Rubio
Trump e Marco Rubio com mapa da América Latina ao fundo, representando EUA ajuda militar América Latina

O Departamento de Estado dos EUA notificou o Congresso nesta terça-feira (15) sobre a realocação de US$ 52 milhões (R$ 267,3 milhões) em financiamento militar estrangeiro, verba que deixará de ir à Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque.

Os recursos passam a reforçar países da América Latina com governos alinhados ao presidente Donald Trump, na esteira da política externa do hemisfério ocidental adotada pelo 2º mandato americano.

Visita de Rubio antecedeu o anúncio

A realocação ocorre uma semana depois de o secretário de Estado Marco Rubio visitar Colômbia, Equador e Peru, prometendo apoio adicional aos governos da região. A Colômbia elegeu recentemente o conservador Abelardo de la Espriella, e o Peru, Keiko Fujimori — ambos alinhados à agenda de Trump para o hemisfério.

Segundo o Departamento de Estado, os recursos vão impedir que “adversários” — numa crítica velada à China, que amplia sua presença na América Latina — estabeleçam posições estratégicas na região. Ainda não está definido quanto cada país latino-americano vai receber dos US$ 52 milhões.

A medida completa um movimento iniciado em setembro de 2025, quando os EUA cortaram a assistência militar a países da Europa Oriental — a mesma verba que antes ia para Eslováquia e Macedônia do Norte agora migra para o hemisfério ocidental.

Parte de uma estratégia mais ampla para a região

O financiamento militar estrangeiro permite que os países beneficiários usem recursos dos contribuintes dos EUA para comprar equipamentos de empresas de defesa americanas. O Departamento de Estado afirmou que a distribuição atual da verba “não está alinhada com a prioridade” dada ao hemisfério ocidental pelo governo Trump.

O repasse não elimina o financiamento à Tunísia, ao Iraque, à Macedônia do Norte e à Eslováquia, mas o valor que restará para esses países ainda não foi detalhado. A decisão se soma a o envio de tropas americanas à América Latina para combater cartéis de drogas e ao fundo de US$ 8,8 milhões lançado em maio para treinar forças contra o PCC e o CV, reforçando o padrão de investimento em segurança por meio de aliados políticos.