Política

Estados Unidos enviam tropas à América Latina para combater cartéis de drogas

Decisão do governo Trump ocorre após aumento no consumo de entorpecentes e mortes por fentanil nos EUA

O governo Trump iniciou o envio de tropas para a América Latina na última semana, visando combater cartéis de drogas. A medida ocorre após o crescimento do consumo de entorpecentes nos EUA, especialmente o fentanil, responsável por mais de 70 mil mortes por overdose em 2023.

Segundo relatório da ONU, as drogas mais consumidas no país incluem cannabis, opioides, anfetaminas, cocaína e ecstasy. O Brasil ficou de fora da operação, que foca principalmente em México e Venezuela.

Motivações para a ação militar

O aumento no uso de drogas nos Estados Unidos, especialmente a chamada “epidemia” de fentanil, motivou o governo Trump a adotar uma postura agressiva contra cartéis latino-americanos. De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da agência da ONU para drogas e crimes, o uso de entorpecentes cresceu nos últimos anos no país. O fentanil, cujos componentes químicos vêm da China e são fabricados em laboratórios no México, matou mais de 70 mil pessoas por overdose apenas em 2023.

Além do fentanil, a cocaína é consumida por cerca de 2% da população dos EUA, sendo proveniente principalmente de Colômbia, Bolívia e Peru. As drogas mais consumidas no país, segundo a ONU, são: cannabis, opioides, anfetaminas, cocaína e ecstasy.

Detalhes da operação

Na semana passada, o Departamento de Defesa dos EUA começou a enviar tropas aéreas e navais para o sul do Mar do Caribe, com foco em combater grupos como o Tren de Aragua e o MS-13, especialmente no México e na Venezuela. Segundo autoridade militar americana citada pela Reuters, cerca de quatro mil marinheiros e fuzileiros navais serão mobilizados, contando com aviões espiões P-8, navios de guerra e ao menos um submarino de ataque. As operações devem durar vários meses e ocorrerão em águas internacionais e espaço aéreo da região.

Os ativos navais poderão ser usados tanto para inteligência e vigilância quanto para ataques direcionados, caso seja decidido pelo governo.

Repercussão na Venezuela

A operação dos Estados Unidos provocou uma nova crise diplomática com a Venezuela. Como parte da ação, três navios de guerra americanos foram deslocados para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana, sob a justificativa de conter ameaças de cartéis de drogas. Paralelamente, o governo Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro, acusado de liderar cartel de drogas.

Em resposta, Maduro anunciou em 19 de fevereiro a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para proteger o território venezuelano diante das “ameaças” dos EUA. A Milícia Bolivariana, criada por Hugo Chávez, conta atualmente com cerca de 5 milhões de reservistas e atua como apoio ao Exército na defesa nacional.

O Brasil, por ora, não está incluído na rota das operações norte-americanas.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Governo Trump envia esquadrão anfíbio com três navios de guerra para costa da Venezuela

Especialista afirma que envio de navios dos EUA à Venezuela não indica invasão

Petro acusa uso do narcotráfico como pretexto para invasão militar na América Latina

EUA enfrentam obstáculos e polêmicas ao enviar navios de guerra para a Venezuela

EUA divulgam imagens de navios militares enviados à costa da Venezuela

Navios dos Estados Unidos na costa da Venezuela aumentam tensão e Maduro mobiliza tropas