O Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) lança nesta quarta-feira (9) a Bússola 2026, documento apartidário que reúne diretrizes e propostas para a agenda socioambiental brasileira entre 2027 e 2030, além de perguntas dirigidas a candidatos ao Executivo e ao Legislativo.
O lançamento ocorre em São Paulo, no espaço cultural Canto, com mesa de debates e entrega do documento ao ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
A Bússola 2026 foi elaborada a partir de pesquisa própria do IDS e de consulta a especialistas, reunindo um balanço do período de 2023 a 2026. Segundo o documento, esses quatro anos foram marcados pela rearticulação institucional, pela retomada de políticas públicas e pela reconstrução de espaços de participação social na área socioambiental.
O que a Bússola cobra dos candidatos
Para o ciclo 2027-2030, o documento lista perguntas diretas: quais compromissos os candidatos ao Executivo e ao Legislativo assumirão com a agenda socioambiental, se o Congresso Nacional vai transformar em lei medidas hoje sustentadas apenas por decretos e portarias, e se o governo federal conseguirá avançar da formulação de políticas para o monitoramento e a avaliação de resultados.
A implementação é apontada como o principal desafio dos próximos quatro anos. O IDS cita o Plano Clima, lançado pelo governo federal com metas de emissões e adaptação, e o Plano de Transformação Ecológica como exemplos de iniciativas ambiciosas já formuladas — mas que ainda dependem de execução concreta.
Lançamento reúne especialistas e ministro
O documento será apresentado nesta quarta-feira (9), das 18h às 22h, no espaço cultural Canto, em São Paulo. O evento inclui uma mesa de debates mediada pela jornalista Giovana Girardi, com a psicóloga e pesquisadora Cida Bento, o biólogo e professor da USP Marcos Buckeridge e a antropóloga e pesquisadora indígena Naia Vitória Kariri. Ao final, a Bússola 2026 será entregue ao ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
A iniciativa do IDS se soma a outros movimentos da sociedade civil que pressionam candidatos por compromissos ambientais nesta eleição. Em agosto, o Proam apresentou na Alesp uma carta com 12 compromissos de governança ambiental voltada a candidatos paulistas, enquanto candidatas ao Senado por São Paulo foram convocadas pela SOS Mata Atlântica a detalhar suas propostas para a crise climática.