Meio ambiente

Seca no Rio da Prata isola mais de 200 peixes em Jardim (MS)

Equipes do IGMA resgatam animais a cada três dias em ação que já se repetiu em 2024 e 2025
Produtor rural preocupado com a seca no Rio da Prata, que isola peixes em Jardim (MS)

Trechos do Rio da Prata, em Jardim, Mato Grosso do Sul, voltaram a secar por causa da estiagem que atinge a região. Mais de 200 peixes ficaram presos em poças rasas e precisaram ser resgatados por equipes locais.

A operação é conduzida pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) em parceria com o Instituto Amigos do Rio da Prata, com apoio de moradores que monitoram os pontos mais críticos do curso d’água.

Como funciona o resgate

Segundo o IGMA, cerca de 4 quilômetros de margem do rio foram afetados pela seca atual, com poças de água rasa e baixa concentração de oxigênio que colocam em risco a fauna aquática. As equipes fazem monitoramentos a cada três dias para localizar novos pontos críticos.

Entre as espécies resgatadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras — todas nativas do rio. Os animais encontrados em trechos isolados são capturados e levados para áreas mais profundas, onde o fluxo de água ainda é considerado normal.

O coordenador do IGMA, Nisroque Soares, afirma que as equipes avaliam constantemente as condições ambientais para antecipar riscos à fauna. Moradores das proximidades complementam o trabalho, avisando sobre concentrações de peixes em pontos com pouca água.

Histórico de secas se repete no rio

A crise atual não é a primeira no Rio da Prata. Em 2025, a estiagem chegou a afetar 11 quilômetros do leito, e as equipes precisaram resgatar 1.273 peixes isolados em poças, levados para um trecho com fluxo normal dentro do Recanto Ecológico.

Em 2024, entre junho e julho, o rio também enfrentou período de seca severa: cerca de 20 dos 90 quilômetros de extensão tiveram redução significativa do volume de água, com trechos em que o curso d’água chegou a desaparecer, incluindo a região sob a ponte do Curé.

A expectativa do IGMA é que a situação se agrave caso não haja chuvas suficientes nos próximos dias. Sem reposição de volume, novos trechos podem ficar isolados, elevando o risco para peixes e outros organismos que dependem do rio para sobreviver.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Inmet emite alerta de tempestade para nove estados do Centro-Sul nesta quinta

Pesquisadores descobrem nova espécie de ave na Serra de Baturité

Lula cria quatro reservas sustentáveis na Amazônia e amplia parque no Piauí

IDS cobra compromissos ambientais de candidatos nas eleições 2026

Ciclone extratropical provoca temporais e ventos de até 80 km/h no Sul

Fábrica no ES transforma ossos e restos de carne em ração animal