Economia

Dólar cai nesta terça-feira com petróleo em alta e eleições no radar

Quaest mostra Lula com 36% e Flávio Bolsonaro com 29%, enquanto ataques houthis ferem mais de 70 pessoas na Arábia Saudita
Barris de petróleo e mapa do Oriente Médio ilustram cenário onde dólar cai petróleo em alta no mercado

O dólar abriu em queda nesta terça-feira (8), primeiro pregão após os feriados da Independência do Brasil e do Labor Day nos Estados Unidos. Por volta das 9h, a moeda recuava 0,33%, cotada a R$ 5,1132, enquanto o Ibovespa se prepara para abrir às 10h.

O movimento reflete a combinação entre o cenário eleitoral brasileiro, com Lula à frente na pesquisa Quaest, e a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo após ataques houthis a instalações de energia na Arábia Saudita.

Pesquisa Quaest aponta folga de Lula sobre Flávio Bolsonaro

Divulgada na segunda-feira (7), a pesquisa Quaest mostra Lula (PT) com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos — que inclui o inelegível Pablo Marçal (PRTB). O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01720/2026.

Ataques houthis a instalações sauditas pressionam o petróleo

No cenário internacional, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram nesta terça-feira instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, ferindo mais de 70 pessoas. O episódio reforça o temor de que o confronto entre Irã e seus aliados regionais se transforme em uma guerra mais ampla no Oriente Médio, fator que segue no radar do mercado de câmbio. O conflito entre EUA e Irã, que em maio chegou a derrubar o petróleo mais de 12% em um único dia com sinais de trégua, volta ao centro das atenções com os ataques houthis desta terça contra instalações sauditas.

Agenda da semana e mercados globais

Investidores também acompanham a divulgação de novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ao longo da semana, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), fatores que devem orientar o apetite por risco nos próximos pregões.

Nas bolsas da Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,2%, impulsionado pelos setores agrícola, de energia e de ouro, enquanto o CSI300 recuou 0,36% com pressão das ações de tecnologia. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,38%. Japão e Coreia do Sul tiveram perdas mais expressivas: o Nikkei recuou 1,70% e o Kospi, 0,58%.

O quadro de queda do dólar em meio a tensões no Oriente Médio não é inédito neste ano. Em agosto, quando a tensão entre EUA e Irã já pressionava o petróleo e o mercado aguardava dados de emprego americanos, o dólar também recuou — cotado a R$ 5,08, patamar ainda abaixo do atual R$ 5,11.

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