Economia

Dólar cai com trégua EUA-Irã enquanto mercado aguarda dados de emprego

Cessar-fogo resiste após troca de mísseis; payroll de abril entra no radar dos investidores
Oriente Médio, Donald Trump e petróleo: impacto da trégua EUA-Irã no dólar

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (8), recuando 0,27% na abertura, cotado a R$ 4,9147, com o mercado aliviado pela manutenção da trégua entre Estados Unidos e Irã — mesmo após uma troca de mísseis na véspera.

O Ibovespa abre às 10h em uma sessão dividida entre o avanço diplomático no Oriente Médio e os dados de emprego americanos, previstos para sair ao longo desta manhã.

O payroll americano de abril entra como o dado mais aguardado da sessão. A expectativa é de criação de cerca de 62 mil vagas, com a taxa de desemprego subindo para 4,3% — o resultado deve influenciar diretamente o câmbio e o apetite por risco.

EUA e Irã negociam acordo de uma página

O principal vetor de alívio nos mercados é a aproximação diplomática entre Washington e Teerã. Segundo a Reuters, os dois países estão próximos de firmar um acordo inicial simples, e o Irã deve responder aos termos nas próximas 48 horas.

A proposta consolida a trégua e abre um prazo de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, as restrições iranianas e o bloqueio naval americano seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço.

O movimento ganhou força após Trump suspender uma operação militar de escolta a navios. Mais cedo, o Irã declarou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação.

A rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, operava com restrições desde o início do conflito, com 1.500 embarcações aguardando passagem.

O anúncio pressionou os preços do petróleo. Na quarta-feira (6), quando surgiram os primeiros sinais do entendimento, o barril chegou a cair mais de 12%, preparando o terreno para o ambiente mais moderado desta sexta.

Na véspera, novos sinais do acordo derrubaram o petróleo mais 2% e puxaram o dólar para R$ 4,90 — movimento que se prolonga na abertura desta manhã.

Apesar do avanço, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas: divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito.

Há menos de duas semanas, Trump ameaçava o Irã publicamente e o dólar voltava acima de R$ 4,98 — contraste que dimensiona a virada diplomática desta semana.

Lula e Trump criam grupo de trabalho sobre tarifas

Na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump por cerca de três horas. A pauta central foi o comércio bilateral, as tarifas americanas sobre produtos brasileiros e os minerais críticos.

Os presidentes acordaram a criação de um grupo de trabalho para debater a zeragem das tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. Lula disse que, se o Brasil estiver errado, cederá — mas cobrou a mesma postura do lado americano.

“Saio satisfeito da reunião. Não tenho assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania”, disse Lula. Trump chamou o presidente brasileiro de “muito dinâmico” e classificou o encontro como “muito bom”.

Não foram abordados temas como a equiparação de facções criminosas a terroristas ou a investigação comercial americana sobre o PIX.

Bolsas globais fecham sem direção

Na quinta-feira, Wall Street fechou no vermelho: S&P 500 caiu 0,38%, Dow Jones perdeu 0,63% e Nasdaq recuou 0,13%. Na Europa, o STOXX 600 caiu 1,1%, com DAX (-1,02%), CAC 40 (-1,17%) e FTSE 100 (-1,55%) no negativo.

Na Ásia, o desempenho foi oposto. O Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,57%. O CSI300 e o SSEC, em Xangai, subiram 0,48%.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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