Economia

Trump flexibiliza cota de importação de carne bovina nos EUA por 90 dias

Medida pode beneficiar o Brasil, segundo maior fornecedor de carne bovina aos EUA, hoje taxado em 26,4% fora da cota
Trump anuncia flexibilização da importação de carne bovina EUA com corte suculento em destaque

Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (21) a flexibilização, por 90 dias, das regras de importação de carne bovina usada na produção de carne moída nos Estados Unidos. A medida busca ampliar a oferta do produto no mercado americano e conter a alta dos preços do hambúrguer.

Ainda não há definição sobre quais países serão beneficiados nem como a nova cota será aplicada. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que ainda não recebeu comunicação oficial do governo americano sobre os detalhes da medida.

Como funciona a cota de carne bovina para os EUA

O Brasil participa hoje de uma cota compartilhada com outros fornecedores, que costuma se esgotar nas primeiras semanas do ano. Depois disso, a carne brasileira continua entrando no mercado americano, mas passa a pagar uma tarifa extra-cota de 26,4%, o que encarece o produto e reduz a competitividade frente a concorrentes.

Uma eventual ampliação da cota que inclua o Brasil poderia melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira aos Estados Unidos, embora a Abiec reforce que é preciso aguardar os detalhes oficiais da medida antes de avaliar os efeitos concretos para as exportações do país.

A medida retoma uma iniciativa de maio, quando Trump já havia sinalizado a suspensão temporária de cotas tarifárias para a carne bovina importada como resposta à crise de preços nos Estados Unidos.

Exportações brasileiras de carne bovina aos EUA

Os Estados Unidos são hoje o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil exportou 233,8 mil toneladas do produto ao país, um avanço de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada nesse intervalo somou US$ 1,54 bilhão, alta de 33,1% na comparação anual, segundo levantamento da Abiec. Atualmente, cerca de 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos.

A reportagem está em atualização e novos detalhes sobre quais países serão contemplados pela flexibilização, e como a medida será operacionalizada, devem ser divulgados pelo governo americano nos próximos dias.

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