Política

X deixa de recomendar candidatos para cumprir regra eleitoral

Medida remove cerca de 600 perfis de políticos da aba 'Para Você' na campanha de 2026
X deixa de recomendar candidatos em 2026: logo da rede social e fachada do TSE em montagem editorial

A rede social X anunciou que vai parar de recomendar perfis e postagens de candidatos na aba “Para Você” durante o período de campanha eleitoral de 2026, medida que passou a valer neste domingo (16).

A decisão atende a determinação da Justiça Eleitoral, que proíbe plataformas digitais de promover contas e conteúdos de candidatos durante a campanha, embora os perfis continuem acessíveis normalmente.

Segundo o X, os perfis dos candidatos não estão suspensos e o conteúdo continua disponível para quem acessa diretamente as contas. A alteração afeta apenas a distribuição automática feita pelo algoritmo, reduzindo o alcance orgânico das publicações na plataforma.

Filtro removeu 600 contas do algoritmo

Em comunicado divulgado na última sexta-feira (14), a empresa detalhou que atualizou o código do sistema de recomendação para incluir um filtro específico das eleições brasileiras. O mecanismo identifica e retira cerca de 600 contas de políticos da lista de sugestões exibida na aba “Para Você”.

A mudança no algoritmo do X decorre diretamente das resoluções aprovadas pelo TSE no início do ano, que proíbem plataformas de recomendar candidatos durante o período eleitoral.

A relação entre o X e as autoridades eleitorais brasileiras já foi marcada por tensões. Em agosto de 2024, a plataforma chegou a ser suspensa em todo o território nacional por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, a empresa havia fechado seu escritório no Brasil e alegado que Moraes ameaçara prender sua representante legal caso ela não cumprisse decisões judiciais. Dias depois, o ministro exigiu a indicação de um novo representante — como a ordem não foi atendida, determinou o bloqueio da rede, revertido cerca de 40 dias mais tarde.

A decisão do TSE que obrigou Facebook e X a remover publicações em até 24 horas, tomada duas semanas antes do início da campanha, já antecipava a pressão crescente sobre as plataformas digitais no período eleitoral.

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