Política

Marçal registra candidatura bilionária no TSE mesmo inelegível até 2032

Leonardo Avalanche, que seria cabeça de chapa, assume vice ao lado do candidato inelegível
Leonardo Avalanche diante do TSE, onde Pablo Marçal inelegível até 2032 registrou candidatura

Pablo Marçal, candidato do PRTB à Presidência da República, registrou candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (15) e declarou patrimônio de R$ 7,4 bilhões à Justiça Eleitoral, a maior parte em aplicações de renda fixa.

Apesar do valor declarado, Marçal segue inelegível até 2032: o TRE-SP manteve, por unanimidade, a condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024, e o registro ainda depende de aprovação da Justiça Eleitoral.

Terreno milionário e condenação mantida

Do total apresentado por Marçal, R$ 6,7 bilhões estão aplicados em renda fixa. Ele declarou ainda um terreno em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, avaliado em R$ 490 milhões.

A candidatura, porém, esbarra numa condenação que já era conhecida pelo próprio candidato meses antes do registro. Em 5 de agosto, o TRE-SP rejeitou por unanimidade os embargos de declaração apresentados pela defesa de Marçal e confirmou a pena de oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024.

Ainda em março, quando tentava reverter as condenações migrando do PRTB para o União Brasil, o próprio Marçal já sabia que a inelegibilidade sustentada pela Ficha Limpa seria o principal obstáculo ao seu retorno às urnas — obstáculo que, cinco meses depois, segue de pé.

Chapa “puro sangue” troca de posição

O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, que havia sido escolhido em julho para encabeçar a chapa como candidato à Presidência, agora concorre como vice na composição liderada por Marçal. A ordem foi invertida em pouco mais de um mês.

Avalanche declarou patrimônio de R$ 495 milhões à Justiça Eleitoral — valor bem inferior aos R$ 7,4 bilhões apresentados por Marçal, mas que também chama atenção diante da magnitude da fortuna do companheiro de chapa.

O registro da candidatura segue agora para análise da Justiça Eleitoral, que decidirá se a chapa formada por Marçal e Avalanche poderá de fato disputar a eleição presidencial, dada a inelegibilidade que recai sobre o cabeça de chapa até 2032.

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