Política

Dino suspende condenação de Jucá e libera candidatura em Roraima

Ex-senador foi condenado por receber R$ 150 mil em propina da Odebrecht, mas Dino diz que julgamento cabia ao STF
Ministro Flávio Dino no STF após condenação de Romero Jucá suspensa em decisão judicial

O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu nesta sexta-feira (14) a condenação do ex-senador Romero Jucá (MDB) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e afastou sua inelegibilidade. Ele poderá disputar as eleições de 2026.

Jucá havia sido condenado pelo TRF1 a mais de 9 anos de prisão em regime fechado, por suposta propina de R$ 150 mil paga pela Odebrecht em 2014. Para Dino, o julgamento deveria ter ocorrido no STF, e não na Justiça Federal de primeira instância.

Como começou o processo

Jucá foi condenado pelo TRF1 em 22 de julho por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com pena fixada em 9 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. Segundo a Justiça Federal, ele teria recebido R$ 150 mil em propina da Odebrecht em 2014 para disfarçar uma doação de campanha destinada à candidatura do filho, Rodrigo Jucá, a vice-governador de Roraima pelo então PMDB.

O caso já tinha passado por uma reviravolta antes: a 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal havia absolvido o ex-senador em primeira instância, por falta de provas de que a doação estivesse vinculada a uma contrapartida ilícita. O TRF1 reverteu essa decisão e condenou Jucá, levando a defesa a recorrer sob o argumento de que o julgamento deveria ter ocorrido diretamente no STF.

Na decisão desta sexta, Dino acolheu esse argumento: como os supostos crimes teriam relação com o mandato de senador exercido à época, a competência para julgar o caso seria do STF, e não da Justiça Federal de primeira instância. O ministro determinou o envio do processo ao Supremo, mas a liminar ainda precisa ser referendada pelos demais ministros da Corte.

Volta à disputa eleitoral

Em abril, Jucá anunciou candidatura a deputado federal por Roraima nas eleições deste ano, após 24 anos como senador, ao longo de três mandatos consecutivos. Natural de Pernambuco, ele presidiu a Funai a partir de 1986 e, dois anos depois, foi nomeado pelo presidente José Sarney para governar o recém-criado estado de Roraima, cargo que ocupou até 1990. Eleito senador em 1994, 2002 e 2010, também foi líder do governo no Senado nos mandatos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

A situação de Jucá replica um padrão já visto em outras candidaturas sub judice, caso de Cláudio Castro, que disputa o Senado enquanto recursos contra sua condenação ainda tramitam nos tribunais superiores.

O retorno de Jucá à disputa ocorre em meio a turbulência política em Roraima: em abril, o TSE cassou o mandato do governador Edilson Damião por abuso de poder nas eleições de 2022.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

TSE cassa governador de Roraima após abuso de poder nas eleições de 2022

Oposição busca fortalecer anistia com voto de Fux enquanto governistas celebram posição de Dino

Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas

Condenado pelo TSE, Cláudio Castro vai ao Senado como candidato sub judice

Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por emendas irregulares

TSE julga governadores do RJ e RR por abuso de poder e ameaça planos no Senado