Política

Zema defende indulto a condenados do 8 de Janeiro e questiona isenção do STF

Candidato do Novo diz que planejar um crime não é o mesmo que executá-lo e nega que atos configurem golpe de Estado
Zema ao microfone defende indulto do 8 de Janeiro com o STF iluminado ao fundo

O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu, em entrevista ao canal MyNews, indulto a condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023, argumentando que planejar um crime não equivale a cometê-lo.

O ex-governador de Minas Gerais classificou os ataques às sedes dos Poderes em Brasília como “baderna” e vandalismo, rejeitou a tese de tentativa de golpe de Estado e questionou a isenção do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o caso.

“Idealizar não é executar”, diz Zema sobre mensagens de plano contra autoridades

Questionado sobre o entendimento do STF de que a preparação premeditada de um crime pode ser julgada com a mesma gravidade de um crime consumado, Zema respondeu: “uma coisa é executar, outra coisa é idealizar, às vezes é pensar sobre algo”. Para ele, mensagens que indicariam plano de atentado contra o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros da Corte “servem como um alerta”, mas não configurariam crime por não terem sido concretizadas.

O candidato recorreu ao instituto penal da atenuante por “violenta emoção” para defender que planejar algo em um momento de descontrole é diferente de executá-lo. O debate sobre a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelo 8 de Janeiro já dividia o campo político desde 2025, quando Michel Temer sugeriu reavaliar o projeto de dosimetria após sanções dos EUA e propôs um pacto por pacificação, cenário que ajuda a situar a defesa de indulto feita agora por Zema.

Críticas à composição do STF

Zema também questionou a isenção do Supremo para julgar o caso, citando a presença de ex-advogados e ex-ministros que, segundo ele, têm ligação com o PT na composição da Corte, além do que classificou como envolvimento de ministros no escândalo do Banco Master. O tribunal, no entanto, também é formado por magistrados indicados por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), além de Lula e Dilma Rousseff (PT).

Sobre os próprios atos de 8 de Janeiro, o candidato do Partido Novo os classificou como “baderna” e vandalismo passíveis de punição, mas negou tentativa de golpe de Estado — para ele, esse tipo de ação historicamente envolveria “violência de forças, disparos e sangue”.

Privatizações, juros e desempenho nas pesquisas

Na economia, Zema classificou os juros altos como “um tumor do tamanho de uma melancia” e prometeu, como prioridade de um eventual governo, corte de despesas, reforma administrativa e uma nova reforma da Previdência para levar a taxa básica dos atuais patamares a cerca de 6% ao ano. A promessa dá continuidade ao plano apresentado em julho, quando o candidato defendeu privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil para custear obras de infraestrutura.

Questionado sobre a venda de 118 estatais mineiras à frente do governo de Minas Gerais, Zema disse pretender promover privatizações também na esfera federal, mas separou o plano de áreas como educação, saúde e segurança pública, que classificou como “função do Estado”.

Histórico em Minas Gerais e pesquisas eleitorais

O ex-governador defendeu sua gestão à frente de Minas Gerais, citando a valorização das ações da Cemig e da Copasa desde sua eleição, a reversão de um déficit de R$ 11 bilhões registrado em 2018 e a criação de mais de 1 milhão de empregos formais no período. Sobre a tragédia da barragem de Brumadinho, ocorrida em 2019, detalhou mudanças na legislação de segurança de barragens e o uso de multas bilionárias aplicadas à mineradora responsável em obras de infraestrutura para Minas Gerais e o Espírito Santo.

Com 2% das intenções de voto na pesquisa Quaest publicada em 5 de agosto, Zema minimizou o resultado, argumentando que o eleitor “ainda não está no modo eleição” e que os cenários costumam mudar nas últimas semanas de campanha, como ocorreu, segundo ele, em 2018. O candidato também descartou desistir da disputa presidencial para concorrer ao Senado, dizendo não ter votação para atuar no Legislativo.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Zema defende sanções de Trump contra Moraes e responsabiliza Lula por retaliação dos EUA

Romeu Zema anuncia pré-candidatura à presidência pelo Novo em evento em São Paulo

Zema quer revogar proibição ao trabalho infantil no Brasil

Zema defende ‘encarceramento em massa’ no Brasil aos moldes de El Salvador

Zema quer exigir estudo apenas dos homens no Bolsa Família

Zema defende direito de Bolsonaro escrever cartas e ataca Moraes