O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, defendeu nesta quarta-feira (15) o direito do ex-presidente Jair Bolsonaro de se comunicar por cartas durante a prisão domiciliar.
Ele também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante encontro com pré-candidatos do Novo em Guarulhos, na Grande São Paulo.
A fala ocorreu um dia depois de Zema classificar como algo mais do que normal o envio de cartas por presos, em resposta à decisão de Moraes que restringiu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai.
A declaração de Zema ocorre um dia depois de o próprio pré-candidato classificar como algo mais do que normal o envio de cartas por pessoas presas, reação direta à decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) ao pai.
Moraes entendeu que a leitura de uma carta de Bolsonaro por Flávio, feita durante uma transmissão em rede social no último sábado (11), desrespeitou a proibição de o ex-presidente usar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”. Para o ministro, a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.
O episódio ganhou repercussão política depois que a carta, na qual Bolsonaro chama o filho de seu porta-voz, levou o PT a pedir ao STF a revogação da prisão domiciliar. Para Zema, porém, o caso deveria ser tratado apenas sob o aspecto jurídico.
“Qualquer preso no Brasil tem o direito de receber e escrever correspondência. O ministro Alexandre de Moraes deveria se declarar suspeito para julgar essa questão”, disse Zema, que também cobrou do STF foco em pautas institucionais.
Questionado sobre a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, que aponta Zema com 2% das intenções de voto no primeiro turno, o pré-candidato minimizou o resultado. Segundo o levantamento, ele apareceria com 35% em um eventual segundo turno diante de Lula (PT), que teria 45%.
“O brasileiro só vai sintonizar com as eleições na reta final, quando tivermos os debates. Em 2018 foi assim”, afirmou, ao defender que o cenário eleitoral ainda deve mudar até outubro de 2026.
Para reduzir a distância em relação a outros nomes da direita, Zema disse que pretende rodar o Brasil e apresentar sua experiência à frente do governo de Minas Gerais, onde afirma ter gerado um milhão de empregos. Sem citar nomes, provocou concorrentes ao dizer que, diferente de outros candidatos, tem “curtição e não só sobrenome”.
Ainda nesta quarta, a defesa de Bolsonaro informou ao STF que o ex-presidente não sabia previamente que Flávio divulgaria a carta nas redes sociais, argumento que deve ser usado para contestar a suspensão das visitas determinada por Moraes.
