O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou R$ 178,7 milhões em patrimônio à Justiça Eleitoral. O vice na chapa, senador Eduardo Girão, informou bens de R$ 34,1 milhões.
Os números constam do pedido de registro protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (7) e liberado para consulta pública neste sábado (8).
Evolução impulsionada por participações societárias
O valor declarado por Zema em 2026 representa alta de 37,7% em relação aos R$ 129,7 milhões informados em 2022, quando ele concorria à reeleição ao governo de Minas Gerais. A maior variação ocorreu nas participações societárias e na reestruturação dos investimentos em fundos.
As participações em empresas, que somavam R$ 72,3 milhões na Ricardo Zema Participações e R$ 3,67 milhões na Zema Seguros havia quatro anos, hoje aparecem como R$ 94,5 milhões em uma holding familiar e R$ 16,8 milhões em participação numa instituição financeira.
Na carteira de aplicações, os R$ 33,4 milhões que estavam em um fundo de investimento e R$ 1,38 milhão em renda fixa em 2022 deram lugar, em 2026, a R$ 56,2 milhões num fundo multimercado, R$ 1,56 milhão num fundo de ações e mais de R$ 4,3 milhões distribuídos entre renda fixa e CDBs. Os imóveis, por sua vez, permaneceram nos mesmos valores: uma casa de R$ 704,8 mil e um terreno recebido em doação, avaliado em R$ 70 mil.
Corrida de registros na Justiça Eleitoral
Entre os cinco presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas, o PT já havia registrado a candidatura de Lula, e o Missão apresentou o pedido de Renan Santos — que declarou apenas R$ 795 mil em bens, patrimônio que contrasta com os R$ 178,7 milhões informados por Zema na mesma janela de registro. As candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado ainda não haviam sido protocoladas até este sábado, dentro do prazo que o TSE estabeleceu até as 19h de 15 de agosto.
Patrimônio de Girão recua 6,3% desde 2018
O valor declarado por Girão caiu em relação aos R$ 36,3 milhões informados em 2018, quando ele foi eleito senador pelo Ceará. A queda ocorreu principalmente nos imóveis, que passaram de cerca de R$ 1,2 milhão para R$ 677 mil — uma casa de R$ 70 mil e um apartamento de R$ 280 mil deixaram de constar na nova lista. Girão aceitou integrar a chapa apenas cinco dias antes do registro, após semanas de indefinição sobre o vice e o descarte de nomes de fora do partido.
Em contrapartida, a carteira financeira do senador passou a concentrar ativos no exterior e renda fixa: R$ 9,9 milhões em ações de empresa estrangeira, R$ 132,5 mil em depósito bancário internacional, R$ 4,18 milhões em renda fixa, R$ 1,53 milhão em previdência privada e cerca de R$ 1 milhão em outras aplicações. Os veículos também aumentaram, de um único carro de R$ 24,5 mil para três veículos somando R$ 458,9 mil — uma Toyota Hilux, um Dodge Durango e um Jeep Cherokee.