O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (06), em sabatina do g1 e da GloboNews, que pretende promover um “choque fiscal” caso seja eleito.
Segundo ele, a principal medida é privatizar estatais como a Petrobras, repetindo o modelo aplicado durante sua gestão à frente do governo de Minas Gerais.
Da experiência mineira ao plano federal
Zema afirmou que a proposta é uma extensão do que fez à frente do governo de Minas Gerais, onde diz ter privatizado 118 empresas estatais. “Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas. Vamos fazer uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais”, disse o candidato.
A proposta não é nova: em encontro nacional do Novo, Zema já havia anunciado a venda da Petrobras e do Banco do Brasil, com o dinheiro destinado a financiar obras de infraestrutura pelo país. Mais recentemente, em visita ao Instituto Brasileiro de Petróleo, o candidato detalhou o modelo: a União manteria uma fatia acionária e receberia dividendos, mas sem poder decisório sobre a gestão da estatal.
A promessa não cumprida da CEMIG
Na sabatina, Zema foi cobrado por não ter concluído a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), principal promessa de sua campanha ao governo mineiro. Ele respondeu que a venda segue em processo e que faltaram, no primeiro mandato, alianças políticas suficientes para viabilizá-la. “Agora, sendo eleito presidente do Brasil, eu vou assumir com capital político“, afirmou, dizendo que chegará a Brasília “muito mais bem preparado”.
Redução de ministérios e impacto nos juros
Como parte do plano para o governo federal, Zema defendeu o enxugamento da máquina pública, com redução do número de ministérios. O candidato afirmou ainda que pretende adotar quatro medidas na área fiscal, cujo conjunto geraria uma economia estimada em R$ 1 trilhão ao longo dos próximos 20 anos.
Segundo o candidato, esse cenário fiscal seria bem recebido pelo mercado financeiro e ajudaria a reduzir a taxa de juros, que, segundo suas projeções, poderia cair para menos da metade do patamar atual.