A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) deve aprovar, na reunião marcada para 2 de agosto, um novo aumento de 188 mil barris por dia na meta de produção para setembro, segundo três fontes ouvidas pela Reuters nesta quarta-feira (23).
A decisão repetiria o volume já aprovado para junho, julho e agosto, mesmo com a guerra entre Estados Unidos e Irã dificultando o aumento de produção por parte de alguns membros do grupo.
Sete países devem elevar meta conjunta
De acordo com as fontes, sete dos principais membros da Opep+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — devem elevar a produção conjunta em cerca de 188 mil barris por dia a partir de setembro. O volume repete o mesmo patamar aprovado para junho, julho e agosto deste ano.
Seria a quarta alta seguida decidida pelo grupo, que já havia retomado o ritmo de aumentos após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, quando a Opep+ aprovou o aumento de produção para agosto com o mesmo volume agora projetado para setembro.
A Opep e as autoridades russas não responderam de imediato aos pedidos de comentário da Reuters. As fontes falaram sob condição de anonimato e reforçaram que nenhuma decisão final havia sido tomada até a publicação da reportagem.
Guerra no Oriente Médio pressiona oferta
A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a complicar o cenário para parte dos integrantes da Opep+, que enfrentam dificuldades para elevar a produção em meio à escalada do conflito. A instabilidade tem efeito direto sobre os preços: o Brent chegou a romper os US$ 96 por barril nesta semana, maior valor desde o início de junho.
Apesar dos aumentos sucessivos nas metas formais, a produção real segue distante do nível pré-guerra. As exportações do Golfo Pérsico ainda operavam cerca de 40% abaixo do patamar anterior ao conflito, segundo dados de junho, o que evidencia o descompasso entre a meta aprovada pelo grupo e o volume efetivamente exportado pela região.
