Economia

Petróleo recua a US$ 73 e se aproxima de nível pré-guerra no Oriente Médio

Reabertura do Estreito de Ormuz avança mais rápido do que o previsto e analistas já falam em superabundância de oferta
Barris de petróleo e mapa do Oriente Médio refletindo preço pré-guerra e reabertura do Estreito

O barril do petróleo Brent caía 0,96%, a US$ 73,03, por volta das 9h desta quinta-feira (25), enquanto o WTI recuava 0,85%, para US$ 69,74. Os preços se aproximam dos patamares registrados antes do início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro.

O motor da queda é a reabertura gradual do Estreito de Ormuz — canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo. Com o cessar-fogo em vigor, o tráfego marítimo voltou a patamares próximos ao período pré-guerra, segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.

Do bloqueio à superabundância

A normalização está ocorrendo em ritmo mais acelerado do que o mercado esperava. No início de junho, analistas do setor estimavam que a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz levaria pelo menos oito semanas — o movimento desta quinta-feira, com os preços próximos dos níveis pré-guerra, indica que o processo foi mais veloz do que o antecipado.

Na véspera, Wright afirmou, no Fórum Global de Energia da Reuters em Nova York, que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. O presidente Donald Trump chegou a dizer que o volume supera os 16 milhões a 18 milhões de barris diários registrados antes do conflito — citando 19 milhões como o número verificado em um único dia.

Três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito na quarta-feira, transportando juntos cerca de 5 milhões de barris, sendo dois com destino à Ásia. A agência marítima da ONU também deu início ao plano de evacuação dos navios e marinheiros presos no Golfo desde o começo da guerra.

Para Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, o desbloqueio repentino gera um “sinal de superabundância” imediata da oferta. “Agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado”, avaliou o analista, sinalizando risco de excesso de oferta no curto prazo.

Acordo, produção e queda mais rápida do que o esperado

Além do fluxo pelo estreito, os preços são pressionados pelo aumento de produção nos países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte de seus níveis pré-conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques ao mercado internacional.

O acordo provisório entre Irã e Estados Unidos tem permitido a liberação gradual das cargas que permaneciam paradas no Golfo. Trump anunciou nesta quarta-feira que o Irã garantiu aos EUA que não haverá pedágio ou taxas para a passagem de navios comerciais pelo canal — fator que contribui para derrubar ainda mais as cotações.

Quando o acordo de paz foi anunciado, em 14 de junho, o Brent despencou 4%, para US$ 84 — menos de duas semanas depois, o barril chegou a US$ 73, sinalizando uma normalização que continua se aprofundando. Seis dias após a assinatura do tratado, o Brent ainda estava próximo de US$ 78 e a inflação seguia pressionada em vários países: a queda desta quinta-feira indica que o mercado retorna aos níveis pré-guerra mais depressa do que o esperado.

Wright também apontou que a presença de minas iranianas na região retardou a normalização do tráfego, mas sinalizou que o risco de interrupções mais amplas diminuiu consideravelmente.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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