Economia

Dólar sobe com colapso do cessar-fogo EUA-Irã e ataques no Estreito de Ormuz

Trump declarou o acordo de paz 'encerrado' após petroleiro ser atingido por míssil; bolsas globais recuam
Composição editorial: Trump, mapas do Oriente Médio e Estreito de Ormuz mostrando cenário onde dólar sobe Oriente Médio

O dólar avançou 0,57% na abertura desta quarta-feira (8), cotado a R$ 5,1818, sob pressão da nova escalada de tensões no Oriente Médio: mísseis atingiram dois navios comerciais e um petroleiro no Estreito de Ormuz na segunda-feira (6).

Atribuídos ao Irã pela agência americana Axios, os ataques provocaram resposta dos Estados Unidos, que bombardearam mais de 80 alvos militares iranianos. Donald Trump declarou que o acordo de paz com Teerã “acabou” e cortou o diálogo com o país.

A agência marítima britânica UKMTO confirmou os ataques: “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul.”

As declarações de Trump foram feitas durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, às margens da cúpula da Otan. A trégua que Trump agora declarou ‘encerrada’ foi acertada em 29 de junho — o terceiro cessar-fogo entre Washington e Teerã em menos de um mês, após uma semana de ataques mútuos que já haviam colocado o acordo anterior em xeque.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, respondeu na terça-feira (7) que não haverá negociações de paz enquanto Trump não cessar as ameaças de reiniciar a guerra. Segundo ele, as declarações americanas violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender o conflito.

Ata do Fed também entra no radar

Na agenda econômica, o mercado aguarda a divulgação, prevista para esta tarde, da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve. O documento deve trazer sinais mais claros sobre a política de juros conduzida pelo novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

Há duas semanas, o Estreito de Ormuz registrava o tráfego mais intenso desde o início do conflito, com 35 navios cruzando o canal por dia — o inverso do cenário desta quarta, quando petroleiros voltam a ser alvejados na mesma rota.

Bolsas globais reagem com queda

As tensões geopolíticas derrubaram os principais índices futuros de Wall Street. Perto das 9h, os futuros do Dow Jones caíam 1,34%, o S&P 500 recuava 1,06% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,55%.

Na Europa, o cenário era igualmente negativo: o DAX alemão perdia 1,80%, o CAC-40 francês cedia 1,75% e o FTSE 100 britânico recuava 1,17% no mesmo horário.

A Ásia fechou mista. O CSI 300 caiu 0,77%, o índice de Xangai (SSEC) perdeu 0,49% e o Nikkei japonês recuou 2,11%. O Kospi sul-coreano registrou a maior queda da região, com desvalorização de 5,35%. O Hang Seng, de Hong Kong, foi a exceção positiva, subindo 2,99%.

O padrão se repete: há menos de um mês, quando um drone iraniano abateu um helicóptero Apache americano perto do Estreito de Ormuz, o Nikkei caiu 1,89% e o Kospi despencou 4,52% — os mesmos mercados entre os mais castigados nesta quarta.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu suas negociações às 10h.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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