Política

ONU suspende evacuação em Ormuz após Irã atacar navio no Golfo de Omã

Operação que havia retirado 57 embarcações fica paralisada enquanto garantias de segurança são reavaliadas
Composição editorial mostrando Estreito de Ormuz, rotas marítimas, Irã, petróleo e ONU após ataque Irã navio

A agência marítima da ONU suspendeu nesta quinta-feira (25) a operação de evacuação no Estreito de Ormuz depois que dois oficiais americanos confirmaram à Reuters que o Irã disparou contra um porta-contêineres no Golfo de Omã.

A embarcação foi atingida por um projétil enquanto tentava cruzar o estreito, a cerca de 13,89 km do porto de Dahit, em Omã. A companhia britânica UKMTO, especializada em segurança marítima, confirmou o incidente.

Iniciada na terça-feira (23), a operação permitia que navios e tripulações deixassem o Golfo por dois corredores: um via águas iranianas e outro por águas de Omã, sob supervisão dos Estados Unidos. Até o momento da paralisação, cerca de 57 embarcações com aproximadamente 1.100 tripulantes haviam atravessado o estreito com sucesso.

A OMI justificou a suspensão como necessária para “reconfirmar se as garantias de segurança continuam em vigor” — linguagem que sinaliza incerteza sobre o acordo que sustentava toda a iniciativa.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para gerir a passagem, advertiu nesta quinta que embarcações fora das rotas estabelecidas não terão garantia de trânsito seguro. A Guarda Revolucionária iraniana reforçou o recado: a travessia só é segura pelas rotas que Teerã determinar, e medidas serão tomadas contra quem descumprir as regras.

O governo iraniano não comentou especificamente o ataque no Golfo de Omã. As autoridades envolvidas também não confirmaram a autoria do incidente nem a extensão dos danos à embarcação atingida.

Na véspera do ataque, o Irã já havia restringido unilateralmente o número de navios autorizados a cruzar o estreito por dia — medida que não constava do acordo de paz e que deixava a operação de evacuação da ONU em terreno instável desde o início. Saiba mais: Trump diz que Irã garantiu fim de pedágio em Ormuz, mas Teerã estuda taxas com Omã.

A suspensão confirma o que analistas do setor naval já alertavam: bastaria um único ataque a uma embarcação para que a grande maioria dos navios recuasse do estreito — e o incidente desta quinta pode ser exatamente esse gatilho. Reabertura de Ormuz não resolverá crise do petróleo tão cedo, alertam especialistas.

O impacto vai além do imediato. O Estreito de Ormuz é passagem obrigatória de cerca de 20% do petróleo negociado globalmente. A paralisação da evacuação, ainda que temporária, aumenta a incerteza sobre o fluxo energético no corredor e deve pressionar os mercados internacionais de commodities.

O episódio também revela o padrão iraniano de aceitar o fluxo de navios enquanto impõe condições paralelas. Teerã havia anunciado uma taxa de serviço marítimo dias após o acordo de paz — sinal de que o país nunca abriu mão do controle efetivo sobre o estreito. O ataque desta quinta torna esse movimento ainda mais explícito. Navios voltam a Ormuz, mas Irã impõe taxa que contradiz acordo com Trump.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

ONU suspende evacuação em Ormuz após Irã atacar navio no Golfo de Omã

Conta de luz terá crédito de R$767 mi em agosto com bônus da Itaipu

Cinco capitais batem recorde de frio em 2026; SP tem menor máxima de junho em 30 anos

Galípolo defende PIX e diz que pagamentos instantâneos terão de ser aceitos pelo mundo