Economia

Dólar abre estável enquanto inflação do Brasil e dos EUA define rumo dos juros

Ata do Copom e PMI americano reforçam leituras opostas sobre política monetária
Ata do Copom revela divergência no dólar inflação entre Brasil Estados Unidos sob pressão do petróleo

O dólar oscilou entre altas e baixas na abertura desta quinta-feira (25), com leve avanço de 0,01% perto das 9h, cotado a R$ 5,2025. O tom indeciso do câmbio reflete a cautela do mercado ante dois dados-chave: os índices de inflação do Brasil e dos Estados Unidos.

Além dos preços, investidores acompanham os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio e o impacto sobre o petróleo, que atingiu o menor valor desde o início do conflito com a reabertura do Estreito de Ormuz.

Banco Central no radar

A ata da última reunião do Copom, divulgada na véspera, segue influenciando as expectativas do mercado. O Banco Central apontou piora nas projeções de inflação e antecipou aceleração da atividade econômica no segundo semestre — elementos que reforçam a postura cautelosa da autoridade monetária.

Na semana passada, o Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano — terceiro corte consecutivo da taxa. O colegiado sinalizou preferência por uma trajetória com momentos de pausa e retomada dos cortes, em vez de reduções lineares, para evitar maior volatilidade nos ativos financeiros.

Fed deve manter juros elevados

Nos Estados Unidos, o PMI composto de junho subiu para 52,2 — maior nível desde janeiro —, com a indústria registrando a maior expansão em seis anos. O desempenho reforça a perspectiva de que o Federal Reserve deve manter os juros em patamar elevado por mais tempo, cenário que os dados de inflação desta quinta-feira podem confirmar.

No auge do conflito, no fim de maio, retaliações iranianas a bases americanas elevaram simultaneamente dólar, petróleo e aversão ao risco global — quadro que o cessar-fogo desta semana começa a reverter, ainda que com cautela nos mercados.

Oriente Médio e petróleo

Donald Trump afirmou que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Na terça-feira, o Estreito já registrava o tráfego mais intenso desde o início do conflito, com ao menos 35 embarcações cruzando o canal — sinal da recuperação que os mercados começam a precificar.

Trump também concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a exportar petróleo no mercado internacional, pressionando as cotações da commodity para baixo e aliviando parte da pressão inflacionária global.

As conversas técnicas sobre o cessar-fogo foram concluídas, mas temas sensíveis seguem em aberto, sobretudo o programa nuclear iraniano e os mísseis balísticos. O presidente Masoud Pezeshkian foi categórico: "Nunca negociaremos sobre nossa capacidade de defesa". O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif também defendeu o direito iraniano ao armamento, questionando dois pesos e duas medidas na geopolítica global.

Bolsas asiáticas fecham em alta

Na Ásia, os mercados encerraram majoritariamente em alta, impulsionados pelo setor de tecnologia. O Nikkei japonês avançou 4,6% e o Kospi sul-coreano subiu 5,42%. O CSI 300 chinês ganhou 1,56%. A exceção ficou com o Hang Seng de Hong Kong, que recuou 1,43%.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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