Economia

Dólar sobe 0,71% com ata do Copom e negociações EUA-Irã no radar

BC manteve juros apesar da piora inflacionária; tráfego recorde no Estreito de Ormuz sinaliza distensão
Comitê Copom em reunião com mapa do Oriente Médio, representando dólar alta pela ata do Copom e geopolítica

O dólar operava em alta nesta terça-feira (23), avançando 0,71% e chegando a R$ 5,1779 por volta das 9h. Dois vetores dominam o radar dos investidores: a ata do Copom, que detalhou a decisão de manter os juros inalterados, e os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Em Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta manhã, e o país já formou grupos de trabalho para discutir sanções e o programa nuclear iraniano como parte das tratativas com o governo americano.

Copom escolhe cautela diante da inflação pressionada

A ata divulgada nesta terça detalhou a lógica por trás da última decisão do Comitê de Política Monetária: manter os juros inalterados mesmo com a piora do cenário inflacionário para os próximos anos. O Banco Central preferiu não reagir às pressões de preços ainda associadas às incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio.

A postura conservadora não veio por acaso. Na reunião anterior, quando o Copom reduziu a Selic para 14,25%, analistas já alertavam que o colegiado adotaria comunicação cautelosa diante da deterioração das projeções de inflação — cenário que a ata desta terça-feira confirma.

Irã e EUA avançam; Estreito de Ormuz dá sinais de vida

Do lado geopolítico, as negociações ganharam contornos mais práticos. Além de encerrar as conversas técnicas, o Irã anunciou que formará uma equipe conjunta com Omã para tratar da “gestão futura da navegação” no Estreito de Ormuz e dos custos de cobrança para travessias.

O reflexo no canal já é visível: na véspera, o Estreito registrou o tráfego mais intenso de navios desde o início do conflito, com pelo menos 35 embarcações com carga cruzando a passagem. O volume equivale a quase um terço do fluxo de períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente pela rota estratégica.

Há menos de um mês, o risco de bloqueio total do Estreito era concreto, com o Pentágono estimando até seis meses para a remoção de minas do canal — o que torna o tráfego desta semana um sinal relevante de normalização.

O presidente Donald Trump também concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã retome as exportações de petróleo no mercado internacional, fator que pressiona as cotações da commodity nesta sessão.

Bolsas globais recuam puxadas por tecnologia

Os mercados acionários internacionais operam no vermelho nesta terça. Investidores avaliam os vultosos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial e questionam se os retornos ainda justificam os preços elevados dos papéis — movimento que arrasta os índices globais para baixo.

Na Europa, o DAX alemão recuava 0,99% perto das 9h; o FTSE 100, do Reino Unido, cedia 0,48%; e o CAC-40 francês perdia 0,62%.

Na Ásia, as perdas foram mais severas. O CSI 300, das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera; o índice de Xangai recuou 1,4%; o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,82%; e o Nikkei japonês despencou 3,6%. O pior desempenho ficou com o Kospi, da Coreia do Sul, que desabou 9,99%.

No Brasil, as negociações do Ibovespa têm início às 10h, com investidores atentos aos desdobramentos do acordo EUA-Irã e digerindo o que a ata do Copom sinaliza para a trajetória dos juros nos próximos meses.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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