Política

Governo responsabiliza tributariamente influenciadores que promovem bets ilegais

Bancos que movimentarem recursos de apostas clandestinas também entram na mira; Fazenda poderá bloquear contas de forma preventiva
Ministério da Fazenda responsabiliza influenciadores bets ilegais com tributação e controle de contas

Influenciadores digitais que divulgarem plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, anunciou o governo federal nesta sexta-feira (19). Os ganhos obtidos com a promoção de bets clandestinas não terão isenção fiscal.

No mesmo pacote de medidas, o governo estendeu a cobrança às instituições financeiras que movimentarem recursos ligados a operadores irregulares. A ofensiva foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e confirmada pelo presidente Lula em vídeo publicado nas redes sociais.

Como funciona o bloqueio de recursos

Na prática, quando houver indícios de que uma empresa explora apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear preventivamente os recursos vinculados à atividade.

O ministro Dario Durigan explicou que os procedimentos seguirão as regras do processo administrativo, garantindo direito de defesa e contestação aos investigados — sem afetar os apostadores. Depois do bloqueio, os valores serão encaminhados ao Ministério da Justiça.

Cumprido o processo legal, o dinheiro será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública. “Reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país”, declarou Lula.

A responsabilização de influenciadores é o desdobramento mais recente de uma ofensiva que começou mais cedo nesta sexta: Lula assinou norma que autoriza o bloqueio administrativo de recursos de bets ilegais e seu redirecionamento ao Fundo Nacional de Segurança Pública — medida que chegou um dia após a Operação Conto da Sorte.

A operação deflagrada na véspera, batizada de Conto da Sorte, tinha como alvo um esquema criminoso de movimentação bilionária via bets clandestinas. O caso acelerou as respostas do Executivo e colocou o mercado ilegal no centro do debate sobre lavagem de dinheiro e crime organizado.

O alcance da publicidade ilegal fica mais claro quando se considera que pelo menos 25 milhões de brasileiros acessam plataformas de apostas sem autorização — toda a infraestrutura concentrada nas mãos de apenas 350 operadores, segundo o ministro da Justiça.

No campo tributário, os ganhos de influenciadores com a divulgação de bets ilegais estarão sujeitos a contribuições como PIS e Cofins, que incidem sobre a receita bruta das empresas. A medida amplia o raio de fiscalização para além das plataformas, atingindo toda a cadeia de monetização do mercado clandestino.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

AGU notifica Google para remover tutoriais de apostas ilegais do YouTube

Ministério notifica Apple e Google por apps de apostas irregulares

Lula assina medida que bloqueia recursos de bets ilegais para segurança pública

25 milhões de brasileiros apostam em bets ilegais, diz ministro da Justiça

Bets terão aviso obrigatório em publicidade a partir desta sexta, anuncia Fazenda

Governo bloqueia 28 plataformas de mercados preditivos no Brasil